Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Alcolumbre tenta mediar disputa sobre passaporte de Flávio Bolsonaro

Três aliados afirmam que o presidente do Senado procurou Gilmar Mendes, mas Alcolumbre e o ministro negam a conversa; Flávio viajou aos EUA.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Congresso Nacional em Brasília, com dois representantes conversando em primeiro plano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Congresso Nacional em Brasília, com dois representantes conversando em primeiro plano.
Resumo em 30 segundos

Davi Alcolumbre teria buscado uma solução negociada com Gilmar Mendes para a decisão que cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro. O senador viajou aos Estados Unidos sem entregar os documentos à Polícia Federal, e a tentativa de mediação perdeu o sentido. Alcolumbre e Gilmar negaram que tenham conversado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes na segunda-feira (26) para tratar do cancelamento dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo parlamentares aliados, Alcolumbre considerava excessiva a medida e buscava uma saída negociada; ele e Gilmar negaram que a conversa tenha ocorrido.

A tentativa de mediação perdeu o sentido depois que Flávio viajou aos Estados Unidos na terça-feira (27), sem entregar os passaportes à Polícia Federal (PF) até o meio-dia, como determinava a decisão. Aliados de Alcolumbre afirmaram que o presidente do Senado chegou a cogitar recorrer ao STF, em nome da Casa, para contestar a ordem.

De acordo com esses parlamentares, Alcolumbre argumentou que a medida era desnecessária e atingia o Senado, já que Flávio tem mandato até fevereiro. Ele também pretendia conversar com o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela determinação, e dizer que a decisão aumentava a tensão política e poderia alimentar a reação de apoiadores do senador.

Em nota, a assessoria de Alcolumbre negou que ele tenha ligado para Gilmar. O ministro também afirmou que não conversou com o presidente do Senado. A versão sobre o contato foi relatada por três parlamentares aliados, que disseram que Alcolumbre lhes contou ter procurado o ministro para buscar uma solução.

Moraes determinou o cancelamento e a apreensão dos documentos depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. A ordem atendeu a um pedido da PF, que apontou risco de Flávio deixar o país. A medida buscava evitar uma possível prisão relacionada a processos nos quais o senador é investigado no STF.

Flávio usou a decisão para justificar sua saída do Brasil. Ele afirmou que era perseguido e alegou fraude na eleição, sem apresentar provas. Em uma carta publicada nas redes sociais, chegou a se declarar o “verdadeiro presidente” do país e depois alterou o texto para se apresentar como “líder do Brasil”.

A reação de Alcolumbre ocorre em meio à tentativa de reduzir atritos entre o Senado e o Supremo. Ele busca se reeleger para a presidência da Casa em 2027, mas enfrenta uma bancada de direita maior, eleita com a promessa de pressionar pelo impeachment de ministros. Alcolumbre é contrário a essa iniciativa e procura conter a tensão entre os Poderes.

A oposição, porém, não demonstrou apoio à reeleição do senador. Embora alguns parlamentares vejam o gesto como possível reaproximação, a maioria afirma nos bastidores que não pretende apoiá-lo. Alcolumbre também pretende conversar com Lula sobre um indulto humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde agosto de 2025 por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Se Lula não aceitar, o presidente do Senado deve defender uma anistia no Congresso e tentar evitar um veto presidencial.

Fontes: Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também