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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

PF faz buscas contra pastor Márcio Poncio em investigação

Quatro mandados foram cumpridos na Barra da Tijuca, no Rio, também em endereços ligados a Bernardo Coutinho Loyola, na nona fase da Operação Unha e Carne.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Agentes da Polícia Federal examinam documentos e dispositivos em uma sala comercial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Agentes da Polícia Federal examinam documentos e dispositivos em uma sala comercial.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Rio, na nona fase da Operação Unha e Carne. Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola estão entre os alvos. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores; as suspeitas seguem sob apuração.

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quinta-feira (29) quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, como parte da nona fase da Operação Unha e Carne. Entre os alvos estão o pastor e empresário Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação apura uma organização criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro e na ocultação de bens e valores. Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de uma rede patrimonial que incluiria imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas.

A corporação afirma que algumas empresas eram registradas em nome de familiares, pessoas próximas e terceiros que, formalmente, não teriam ligação com o grupo, mas continuariam sob o controle de seus integrantes. A PF também informou ter identificado uso frequente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a rastreabilidade esperada e empresas no Brasil e no exterior. A investigação examina ainda a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais, estruturas empresariais usadas para administrar bens.

A nova etapa foi aberta após a análise de dados extraídos do celular de Poncio, segundo a PF. O material teria apontado outros endereços, empresas e ativos que poderiam ter sido usados para administrar, ocultar ou movimentar recursos. Entre os locais revistados estão salas comerciais vinculadas a Poncio, descritas pela polícia como estruturas operacionais e administrativas.

Poncio está preso desde 2 de julho, quando foi alvo da quinta fase da operação, e atualmente cumpre prisão domiciliar. Sua trajetória no setor do tabaco lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”. A quinta etapa investigava pagamentos ligados ao jogo do bicho e à chamada Máfia do Cigarro a agentes públicos.

Loyola também foi alvo de busca em um imóvel residencial e já está detido. A PF o aponta como um dos principais operadores do esquema. Adilsinho, que já estava preso, teve um novo mandado de prisão cumprido na fase de julho e é apontado como chefe do grupo investigado.

A operação busca reunir provas sobre a estrutura financeira e patrimonial suspeita de sustentar as atividades do grupo. A apreensão de documentos e dispositivos pode contribuir para identificar empresas, bens e pessoas eventualmente envolvidos; a investigação ainda trata as suspeitas como objeto de apuração.

Fontes: Zero Hora

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