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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Marco Rubio recebe cobrança sobre viagem de Flávio Bolsonaro

Vinte e cinco deputados querem saber se autoridades dos EUA ajudaram na saída do senador do Brasil e como foi concedido o visto.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carta sobre uma mesa em um escritório do governo dos EUA, com o Capitólio ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carta sobre uma mesa em um escritório do governo dos EUA, com o Capitólio ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Vinte e cinco deputados democratas da Câmara dos Representantes dos EUA enviaram uma carta a Marco Rubio pedindo informações sobre a viagem de Flávio Bolsonaro. Eles questionam a concessão do visto e uma possível ajuda americana para o senador deixar o Brasil. A Polícia Federal investiga a rota usada por ele.

Vinte e cinco deputados democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, explicações sobre a possível participação do governo de Donald Trump na viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Em carta enviada na noite de quinta-feira, os parlamentares questionaram o papel do Departamento de Estado na autorização da entrada do senador e na organização do deslocamento, que terminou em Miami na quarta-feira.

Os democratas querem saber como o Departamento de Estado se coordenou com outras agências para conceder o visto, se os funcionários tinham conhecimento das investigações brasileiras contra Bolsonaro e se autoridades americanas ajudaram na saída dele do Brasil. O grupo afirmou que o Congresso e a população dos EUA têm interesse em saber se recursos diplomáticos ou de imigração foram usados para facilitar a viagem de um político estrangeiro nessas circunstâncias.

A carta foi liderada pelas deputadas Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada. O Departamento de Estado não respondeu sobre o documento. A iniciativa ocorre após a publicação de relatos de que Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, teria organizado o jato particular usado por Bolsonaro. A aeronave teria partido da Argentina, feito escala no Equador e seguido para os Estados Unidos.

Bolsonaro chegou a Miami com a mulher e as filhas depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ele entregasse os passaportes. A ordem foi dada na véspera da saída, em meio a investigações sobre suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O senador é investigado, mas não é tratado pela Polícia Federal como foragido.

A Polícia Federal apura como Bolsonaro deixou Brasília e chegou a Foz do Iguaçu, no Paraná, antes de cruzar a fronteira com a Argentina. Os investigadores examinam a possibilidade de que ele tenha viajado de carro, de avião ou combinando os dois meios. Também verificam se empresários, aliados políticos ou o governo argentino ajudaram no deslocamento.

A investigação considera que a saída do país pode ter descumprido a determinação judicial de entregar os passaportes. Na noite de segunda-feira, por volta das 19h50, o comboio usado pelo senador em Brasília deixou o condomínio onde ele mora. A polícia não identificou quem estava nos veículos. Uma viagem terrestre entre Brasília e Foz do Iguaçu levaria cerca de 20 horas, segundo a estimativa citada na apuração.

O caso se relaciona a um inquérito da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Tomaz está nos Estados Unidos desde agosto. A investigação sobre a rota busca esclarecer também se houve apoio logístico ou financeiro à saída do parlamentar.

Uma fonte do governo americano afirmou que Bolsonaro é esperado para pedir residência permanente nos Estados Unidos, conhecida como green card. Esse tipo de residência costuma ser solicitado após a obtenção de um visto de imigrante. Segundo a mesma fonte, o processo poderia ser acelerado, como teria ocorrido no caso de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador.

Na quinta-feira, Trump qualificou como “uma vergonha” a eleição presidencial brasileira. Questionado se telefonaria para parabenizar o presidente Lula, respondeu que sim e disse que não tomou partido, a pedido de Lula. A declaração foi feita a jornalistas antes de Trump seguir para um comício eleitoral.

Fontes: O Globo, Estadão, Folha de S.Paulo

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