Coligação de Lula rejeita acusações de fraude eleitoral de Flávio
A nota afirma que os questionamentos não se sustentam e cita a diferença de 4,43 milhões de votos; o TSE diz que a votação seguiu as regras.
Resumo em 30 segundos
A coligação de Lula rejeitou as acusações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro e contestou as críticas à extensão do horário de votação. Os partidos citaram a diferença de mais de 4,4 milhões de votos e afirmaram que o PL reconheceu o resultado. O presidente do TSE declarou que o pleito respeitou as regras.
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou nesta quarta-feira, 28, as acusações de fraude eleitoral feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo, 25. Em nota, os partidos afirmaram que os questionamentos não se sustentam e criticaram o apelo do parlamentar a autoridades estrangeiras após sua ida aos Estados Unidos.
Em carta, Flávio se apresentou como “líder do Brasil” e disse que pretende conduzir a oposição ao governo Lula a partir do exterior. Na primeira versão do documento, ele havia usado a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas a substituiu na versão republicada. O senador questionou a atuação da Justiça Eleitoral e pediu reação de instituições brasileiras e da comunidade internacional ao que chamou de regime de exceção.
A coligação também rebateu as críticas de Flávio à extensão do horário de votação no segundo turno. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que as urnas funcionassem até as 19h, após pedidos das campanhas de Lula e do PL. Segundo os partidos, a solicitação da campanha de Flávio se restringia a localidades atingidas por chuvas fortes.
Dados citados pelas siglas indicam que 34.393 votos foram registrados depois das 17h, enquanto a diferença entre Lula e Flávio chegou a 4.430.191 votos. A Justiça Eleitoral permite a votação até o horário definido para o encerramento; a extensão foi aplicada, segundo a coligação, de forma compatível com os pedidos apresentados pelas duas campanhas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira que o pleito ocorreu normalmente e respeitou as regras legais e constitucionais. “Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, declarou. A coligação acrescentou que o PL reconheceu o resultado e que observadores internacionais atestaram a legalidade da eleição.
Na nota, os partidos disseram que Flávio foi aos Estados Unidos para evitar enfrentar a Justiça brasileira e criticaram a busca de apoio estrangeiro para contestar o processo eleitoral. “Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições”, afirmaram.
A eleição terminou com Lula à frente de Flávio por mais de 4,4 milhões de votos, conforme os números citados pelas partes. A coligação reúne PT, PCdoB, PV, PSB, Rede e PDT. Na carta, o senador disse que deixou o país para proteger a segurança da família e que pretende mobilizar apoiadores por meios pacíficos e legítimos.