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Sábado, 31 de outubro de 2026

Marco Rubio nega que governo dos EUA organizou viagem de Flávio Bolsonaro

O secretário afirmou em Atlanta que Trump autorizou a entrada do senador, que chegou a Miami com a família após viajar em jato particular.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Marco Rubio fala em uma coletiva de imprensa em uma sala de conferências. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Marco Rubio fala em uma coletiva de imprensa em uma sala de conferências.
Resumo em 30 segundos

Marco Rubio afirmou que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente dos preparativos para a viagem de Flávio Bolsonaro. O secretário de Estado disse que Donald Trump havia autorizado a entrada do senador, que chegou a Miami com a família. Relatos da imprensa americana atribuíram a organização do jato a Jason Miller.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31), em Atlanta, que o governo americano não participou diretamente da organização da viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Segundo Rubio, o presidente Donald Trump, porém, havia determinado que o senador poderia entrar no país caso chegasse lá, e autorizou sua entrada.

“Não facilitamos nada. Ficamos sabendo que ele tinha chegado aos EUA, ele já tinha um visto prévio e o presidente decidiu permitir que ele entrasse no país, o que nós permitimos”, disse Rubio durante uma coletiva de imprensa. O secretário afirmou que o governo não esteve envolvido nos preparativos para que Flávio deixasse o Brasil.

Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira, acompanhado da família, depois de viajar em um jato particular. Agentes de imigração autorizaram a entrada do grupo por meio do parole, uma permissão temporária para permanecer nos Estados Unidos, concedida em situações específicas. Trump havia dito na quarta-feira que Flávio recebeu um “passe” para entrar no país.

Relatos publicados pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal atribuíram ao assessor político Jason Miller a organização do avião. De acordo com essas publicações, Miller teria atuado com um grupo que manteve contato com Eduardo Bolsonaro para providenciar o jato. A viagem teria sido organizada após uma determinação judicial para que Flávio entregasse os passaportes.

A rota incluiu uma saída da Argentina na noite de terça-feira, uma parada no Equador para reabastecimento e, em seguida, o voo até Miami. A autorização de entrada concedida por Trump e a participação de pessoas próximas a ele na logística da viagem são pontos distintos: Rubio negou envolvimento direto do governo americano nos arranjos para a saída do Brasil, mas confirmou que o presidente havia sinalizado que permitiria a entrada de Flávio.

A viagem ocorreu depois de Flávio perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% do senador. As declarações de Rubio foram feitas em Atlanta durante reuniões preparatórias para o G20.

Para entender

Parole
Nos Estados Unidos, parole é uma autorização temporária de entrada ou permanência concedida a uma pessoa em situações específicas. Não equivale a um visto nem representa, por si só, uma admissão permanente no país.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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