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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Grupo Fictor negocia novo plano de recuperação judicial com credores

A proposta de pagamento das dívidas, estimadas em R$ 4,3 bilhões, deve ser apresentada em 18 de novembro e votada em 4 de dezembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Representantes discutem um plano de recuperação judicial em uma sala de reuniões. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Representantes discutem um plano de recuperação judicial em uma sala de reuniões.
Resumo em 30 segundos

O Comitê de Credores do Grupo Fictor iniciou reuniões semanais com representantes da empresa para negociar mudanças no plano de recuperação judicial. A companhia pretende propor o pagamento integral dos créditos, sem deságio. A viabilidade dependerá da avaliação dos ativos e da geração de recursos. A nova proposta será votada em dezembro.

O Comitê de Credores do Grupo Fictor começou nesta quinta-feira (29) reuniões semanais com representantes da empresa para negociar mudanças no plano de recuperação judicial. A nova proposta de pagamento das dívidas deve ser apresentada em 18 de novembro e votada em Assembleia Geral de Credores (AGC) marcada para 4 de dezembro.

Os encontros ocorrem depois que os credores suspenderam uma assembleia realizada no dia 14. A reunião será retomada em dezembro, para que as partes tenham tempo de elaborar um novo plano. A proposta apresentada anteriormente pela Fictor previa usar recebíveis do grupo, inclusive direitos creditórios ligados ao Krispy Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), para pagar os débitos abrangidos pela recuperação.

As dívidas submetidas ao processo são estimadas em R$ 4,3 bilhões. A recuperação judicial é um mecanismo que permite a uma empresa em crise financeira negociar com os credores um plano para reorganizar e pagar suas obrigações, sob acompanhamento judicial. Na AGC, os credores avaliam e votam a proposta.

Segundo a Fictor, a primeira reunião de trabalho ocorreu na sede da holding. Os participantes discutiram as condições de pagamento, a avaliação dos ativos que poderiam sustentar a recuperação e alternativas para cumprir as obrigações com os credores.

A companhia afirmou que pretende apresentar uma proposta de pagamento integral dos créditos, sem deságio, isto é, sem redução do valor devido. A possibilidade de cumprir esse objetivo dependerá da composição dos ativos, de quanto poderá ser obtido com eles e da geração de recursos durante o processo.

“Nosso trabalho será avaliar a composição, a recuperabilidade e o prazo de realização dos ativos que sustentariam esses pagamentos. As reuniões semanais permitirão aprofundar essa análise antes da votação”, afirmou o advogado Bruno Kondor, do escritório Dorico e Kondor Advogados, que representa parte dos credores.

O Grupo Fictor ganhou projeção ao tentar comprar o Banco Master, operação que não se concretizou. O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025, e a instituição é investigada pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias. A Fictor pediu recuperação judicial em fevereiro, e o pedido foi aceito em abril deste ano.

Para entender

Recuperação judicial
Mecanismo previsto na legislação brasileira para permitir que uma empresa em crise negocie com seus credores um plano de reestruturação e pagamento das dívidas, com acompanhamento judicial. Os credores podem avaliar e votar a proposta em assembleia.
Assembleia Geral de Credores
Reunião em que os credores de uma empresa em recuperação judicial podem deliberar sobre o plano apresentado. A votação segue regras legais e pode envolver diferentes classes de credores.
FIDC
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, que investe principalmente em direitos a receber, como parcelas de empréstimos e outros créditos. Esses recebíveis podem ser usados em operações financeiras.

Fontes: Valor Econômico

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