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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Democratas dos EUA cobram Trump por vistos a Flávio Bolsonaro

Deputados questionam a autorização de entrada nos EUA e dizem que o caso contrasta com as restrições impostas a refugiados do Haiti e do Sudão.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Passageiros chegam a um aeroporto internacional em Miami. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Passageiros chegam a um aeroporto internacional em Miami.
Resumo em 30 segundos

Parlamentares democratas pediram explicações ao governo Trump sobre os vistos concedidos a Flávio Bolsonaro e familiares. Eles questionam se o senador recebeu tratamento favorável e criticam a possibilidade de o episódio ser apresentado como perseguição política. Flávio chegou a Miami após passar pela Argentina e pelo Equador, apesar de uma restrição judicial de viagem.

Parlamentares democratas dos Estados Unidos pediram explicações ao governo de Donald Trump sobre a concessão de vistos ao senador Flávio Bolsonaro e a familiares dele. O grupo chegou a Miami na quarta-feira, 28 de outubro, depois de deixar o Brasil, apesar de uma determinação judicial que restringia a saída do senador do país.

Os congressistas questionam por que o governo americano autorizou a entrada de Flávio e afirmam que a decisão representa tratamento favorável a um aliado político. Eles também contestam a possibilidade de o episódio ser tratado como acolhimento por perseguição política, argumentando que a derrota eleitoral, por si só, não justificaria asilo. Os parlamentares compararam o caso às restrições impostas a refugiados de países como Haiti e Sudão.

O secretário de Estado, Marco Rubio, foi citado nas críticas feitas pelos deputados Joaquin Castro e Jim McGovern. Eles o acusam de ter ajudado Flávio a deixar o Brasil para evitar responsabilização judicial. Em setembro, parlamentares já haviam enviado uma carta a Rubio com questionamentos sobre possíveis interferências no processo eleitoral brasileiro.

A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes de Flávio e proibir que ele deixasse o país. O senador é investigado por suspeitas de crimes financeiros, entre eles lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acusações que nega.

Flávio viajou com a família passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar aos Estados Unidos. A Polícia Federal afirmou que a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, isoladamente, não torna uma pessoa foragida nem autoriza prisão automática. A corporação também declarou que não tinha poder legal para prender ou monitorar o senador sem outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.

O caso ocorre poucos dias antes das eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro. Os eleitores escolherão os integrantes do Congresso, que inclui a Câmara dos Representantes e o Senado. A imigração é um tema central do debate político nos Estados Unidos, e os democratas usam a chegada de Flávio para questionar a diferença entre o tratamento dado a ele e as restrições aplicadas a outros estrangeiros.

Em carta divulgada após chegar aos Estados Unidos, Flávio se autodeclarou “verdadeiro presidente do Brasil” e depois passou a se apresentar como “líder do Brasil”. O Partido Liberal (PL), ao qual o senador é filiado, reconheceu oficialmente o resultado eleitoral. A viagem e as manifestações do senador ampliaram a disputa política em torno da eleição brasileira e da atuação do governo Trump na política migratória.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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