Defesa de Bolsonaro pede autorização para visitas de senadores
Pedido ao ministro Alexandre de Moraes prevê encontros com Rogério Marinho e Tereza Cristina, nomes cotados para a Presidência do Senado em 2027.
Resumo em 30 segundos
A defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente receba os senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina. Os advogados sugeriram encontros às terças, quartas ou quintas-feiras, mas não indicaram datas. A decisão sobre as visitas cabe ao ministro do STF.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba em casa os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). Os dois articulam candidaturas à Presidência do Senado, cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e precisa de autorização judicial para receber as visitas.
No pedido, os advogados solicitaram que Moraes defina as datas dos encontros e sugeriram, de preferência, terças, quartas ou quintas-feiras. A solicitação não informa quando as reuniões ocorreriam; a decisão cabe ao ministro.
Marinho e Tereza Cristina estão entre os nomes envolvidos nas articulações para escolher um candidato da direita à presidência da Casa. O grupo busca definir um nome para enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende concorrer à reeleição com apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A eleição para o comando do Senado ocorre em fevereiro de 2027. O presidente da Casa conduz as sessões, organiza a pauta de votações e representa o Senado. A disputa envolve negociações entre partidos e bancadas para formar apoio aos candidatos.
O pedido de visita ocorre após articulações políticas em torno da sucessão de Alcolumbre. Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte e Tereza Cristina representa Mato Grosso do Sul. Ambos ocupam cadeiras no Senado e são apontados como possíveis candidatos ao comando da instituição.
A prisão domiciliar impõe restrições à rotina de Bolsonaro, inclusive para receber visitantes, conforme as condições determinadas pela Justiça. Por isso, a defesa precisa solicitar autorização ao ministro responsável pelo caso antes de organizar os encontros. As datas sugeridas pelos advogados ainda dependem da decisão de Moraes.
A disputa pela presidência do Senado deve se intensificar nos próximos meses, à medida que partidos e parlamentares negociem apoios. A eleição é realizada pelos próprios senadores e define quem conduzirá os trabalhos da Casa no período seguinte. O pedido de autorização para as visitas pode permitir que Bolsonaro converse com os dois parlamentares enquanto as articulações sobre a candidatura avançam.