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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Defesa de Bolsonaro pede visita de Rogério Marinho ao ex-presidente

O pedido de visita a Bolsonaro prevê encontro em 3, 4 ou 5 de novembro; Alexandre de Moraes ainda precisa decidir se autoriza e definir o horário.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entrada de uma residência em Brasília, com portão de segurança e um carro estacionado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entrada de uma residência em Brasília, com portão de segurança e um carro estacionado.
Resumo em 30 segundos

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que o senador Rogério Marinho visite o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. Os advogados sugeriram os dias 3, 4 ou 5 de novembro. A decisão cabe a Moraes, e o pedido não informa publicamente a finalidade do encontro.

A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (29) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para que o senador Rogério Marinho (PL-RN) visite o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em sua residência. Os advogados sugeriram que o encontro ocorra em 3, 4 ou 5 de novembro, em horário a ser definido pelo relator do caso.

O pedido foi apresentado depois de Flávio Bolsonaro deixar o Brasil com a mulher e as filhas e se mudar para os Estados Unidos. O senador, que disputou a Presidência e perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), havia visitado o pai pela última vez na segunda-feira (26), antes de viajar.

Marinho coordenou a campanha presidencial de Flávio. Na quarta-feira (28), ele descreveu como possível “desabafo” as acusações de fraude eleitoral feitas pelo ex-candidato e afirmou que Flávio seria alvo de perseguição. Também disse que o senador era um “exilado político” e que teria deixado o país para preservar sua integridade física, liberdade e capacidade de se manifestar.

Moraes havia proibido Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. A restrição foi determinada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta em que o pai manifestava apoio à sua candidatura. Como consequência, o senador ficou 90 dias sem poder visitar Bolsonaro.

A autorização agora solicitada depende de decisão de Moraes. A medida em vigor se refere a encontros de caráter político-eleitoral; o pedido da defesa indica os dias pretendidos, mas não detalha publicamente a finalidade da visita de Marinho.

Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Ao deixar a residência, Valdemar criticou a carta publicada por Flávio após a chegada aos Estados Unidos. O senador havia se declarado “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e, minutos depois, passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

A prisão domiciliar é uma forma de cumprimento de pena ou de medida judicial em que a pessoa permanece em casa, sujeita às condições estabelecidas pela Justiça. No caso de Bolsonaro, as visitas estão submetidas às restrições definidas por Moraes, que também pode determinar o horário de eventuais encontros autorizados.

Fontes: Gazeta do Povo

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