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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

PL pede que aliados evitem ataques a Tereza Cristina no Senado

A medida busca manter a oposição unida na disputa marcada para fevereiro; Rogério Marinho e a senadora ainda tentam reunir apoio antes de definir uma candidatura única.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Senadores conversam no plenário do Senado durante articulações políticas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Senadores conversam no plenário do Senado durante articulações políticas.
Resumo em 30 segundos

O PL pediu a seus aliados que evitem críticas à senadora Tereza Cristina para não comprometer um possível acordo na disputa pela presidência do Senado. Rogério Marinho e Tereza articulam apoio, mas ainda não definiram quem representará a oposição. O partido teme que a divisão favoreça a reeleição de Davi Alcolumbre.

O Partido Liberal (PL) pediu a seus aliados que evitem ataques à senadora Tereza Cristina (PP-MS) para preservar a unidade da oposição na disputa pela presidência do Senado. A orientação foi apresentada na quarta-feira, durante a reunião que oficializou a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN), também interessado em comandar a Casa. A eleição está prevista para fevereiro.

A preocupação do partido é que o confronto entre os dois nomes dificulte um acordo e favoreça a reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A disputa segue aberta: Marinho e Tereza tentam reunir apoios antes de decidir se haverá uma candidatura única e quem a representará.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), pediu aos participantes do encontro que não tratassem Tereza como adversária. “Ela sempre esteve em todas as nossas reuniões com Rogério Marinho. É nossa aliada”, afirmou. Portinho também lamentou críticas feitas à senadora por integrantes da direita.

Marinho disse que conversou com Tereza na manhã de quarta-feira e que os dois combinaram não disputar a presidência um contra o outro. Ainda não há definição sobre qual deles poderia abrir mão da candidatura. “A senadora Tereza tem toda a legitimidade de ser candidata”, declarou o senador.

A senadora, que representa Mato Grosso do Sul, busca apoio de partidos além da direita. Marinho, por sua vez, tenta consolidar o respaldo da bancada do PL e de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A disputa exige que os dois grupos também atraiam integrantes do Centrão e de outras bancadas, cujos votos podem ser decisivos diante de Alcolumbre.

A reunião contou com 38 participantes: 31 senadores que integrarão a próxima legislatura, dois suplentes, dois deputados federais e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Também estiveram presentes o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

A presidência do Senado é escolhida pelos próprios senadores. O presidente conduz as sessões e representa a Casa, além de ocupar a linha de sucessão da Presidência da República. A eleição ocorre no início de cada legislatura, cujo mandato é de quatro anos; a recondução ao cargo depende dos votos dos senadores.

A tentativa de conter as críticas a Tereza busca manter canais de diálogo enquanto as duas candidaturas seguem em articulação. O cálculo dos aliados de Marinho é que uma oposição dividida tenha mais dificuldade para reunir apoio suficiente para derrotar Alcolumbre.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo

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