William Clark é acusado após gesto de arma contra guarda em Washington
Ele se declarou inocente e foi liberado sem fiança; a acusação no Distrito de Columbia prevê até 180 dias de prisão e multa de US$ 1 mil.
Resumo em 30 segundos
William Clark, de 28 anos, foi preso em Washington após simular um disparo com a mão na direção de um integrante da Guarda Nacional. Ele responde a uma acusação de contravenção por agressão ou ameaça de agressão de maneira intimidatória. Clark se declarou inocente e foi liberado sem fiança, enquanto o processo segue em tramitação.
William Clark, de 28 anos, foi preso na noite de segunda-feira (2) em Washington, nos Estados Unidos, após fazer um gesto de arma com a mão na direção de um integrante da Guarda Nacional que dirigia uma van perto da Casa Branca. O homem foi detido por militares nas proximidades do parque Ellipse e, depois, levado pela polícia. Clark se declarou inocente e foi liberado sem fiança, com compromisso de comparecer às próximas etapas do processo.
Segundo o registro judicial apresentado à Justiça na terça-feira (3), Clark foi acusado de agressão ou ameaça de agressão de maneira intimidatória, uma contravenção no Distrito de Columbia. Embora a prisão tenha sido inicialmente associada também a ameaças e agressão a um policial, o documento não incluiu uma acusação separada por agressão a um agente.
A legislação local prevê, em caso de condenação por essa contravenção, até 180 dias de prisão, multa de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,3 mil), ou as duas penalidades. O registro do caso descreve que Clark segurava um celular com uma das mãos quando simulou um disparo com a outra. Os integrantes da Guarda Nacional o detiveram até a chegada da polícia.
O episódio ocorreu em meio à presença ampliada de militares na capital americana. O presidente Donald Trump declarou uma emergência de segurança pública e ordenou o envio de centenas de integrantes da Guarda Nacional para Washington. Durante o verão americano, o efetivo chegou a 5.148 militares; em setembro, havia caído para menos de 3 mil, conforme dados divulgados por uma força-tarefa do Pentágono.
A Guarda Nacional é uma força militar que pode atuar em missões estaduais e, em determinadas circunstâncias, ser mobilizada pelo governo federal. A presença de seus integrantes na capital tem sido associada a outros episódios envolvendo agentes federais e autoridades locais, embora o caso de Clark esteja em tramitação e não tenha resultado, até agora, em condenação.
Em junho, o ex-canoísta olímpico David Hearn também foi preso, sob suspeita de danificar o espelho d’água do Memorial Lincoln. Hearn negou envolvimento, e a acusação criminal de destruição de propriedade foi arquivada definitivamente. Promotores reconheceram posteriormente que os problemas no local decorreram de falhas na reforma, e não de vandalismo. Trump havia atribuído os danos a atos de vandalismo.