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Sábado, 24 de outubro de 2026

Trump reduz tarifas sobre produtos agrícolas e florestais do Canadá

A mudança entra em vigor em 30 de outubro, mas os Estados Unidos manterão taxas sobre outros bens canadenses e aplicarão novas tarifas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Equipamentos agrícolas e caixas plásticas em um depósito de insumos para fazendas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Equipamentos agrícolas e caixas plásticas em um depósito de insumos para fazendas.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump anunciou a retirada de tarifas de 50% sobre alguns equipamentos agrícolas, materiais de embalagem e caixas plásticas do Canadá. A mudança começa em 30 de outubro. Em contrapartida, os Estados Unidos aplicarão taxas a outros produtos canadenses, enquanto madeira, móveis e armários de cozinha seguem sujeitos a tarifas.

Donald Trump anunciou a retirada de tarifas de 50% sobre alguns produtos canadenses ligados à agricultura e ao setor florestal, em medida que entrará em vigor em 30 de outubro. A decisão reduz custos para itens usados por produtores e empresas nos Estados Unidos, mas mantém taxas sobre outros bens do Canadá e acrescenta tarifas a novos produtos, segundo um documento da Casa Branca divulgado na sexta-feira.

O alívio abrange equipamentos agrícolas, materiais de acondicionamento e embalagem e caixas plásticas. Esses itens são usados por produtores em estados americanos cuja economia tem vínculos estreitos com a canadense. A senadora republicana Susan Collins, do Maine, afirmou que os produtos beneficiados são “uma parte vital” da economia local e que agricultores dependem de equipamentos e materiais canadenses que não têm substitutos americanos disponíveis ou cuja troca teria custo significativo.

A mudança foi anunciada após republicanos que disputam eleições para o Senado criticarem as tarifas do presidente. Entre eles estão Collins, que tenta manter seu mandato pelo Maine, Mike Rogers, candidato por Michigan, e John Sununu, que concorre em New Hampshire. Sununu defendeu que o Congresso “retome parte do poder” sobre a política comercial. As eleições de meio de mandato estão marcadas para menos de duas semanas depois do anúncio, em um cenário de preocupação dos eleitores com inflação e custo de vida.

Em contrapartida à retirada de algumas taxas, a Casa Branca informou que aplicará tarifas a outros produtos canadenses, entre eles válvulas, carpetes e resíduos. Assim, a medida não encerra a disputa comercial nem elimina as tarifas impostas a diferentes setores. A tarifa é um imposto cobrado sobre produtos importados; quando aumenta, pode elevar o preço de insumos e mercadorias para empresas e consumidores.

Derek Nighbor, presidente da Associação de Produtos Florestais do Canadá, disse que a retirada de um grupo limitado de itens não resolve o problema do setor. Madeira serrada, móveis e armários de cozinha canadenses continuam sujeitos a taxas e tarifas americanas, afirmou. Segundo ele, essas cobranças elevam custos para consumidores dos Estados Unidos e criam incerteza para empresas e trabalhadores nos dois países.

A Federação Canadense de Agricultura considerou positivo o alívio, mas defendeu uma solução mais ampla. Em declaração, pediu segurança duradoura para os agricultores e a retirada de tarifas recentes e medidas retaliatórias que afetam a agricultura, argumentando que isso apoiaria produtores dos dois lados da fronteira e ajudaria a manter os alimentos acessíveis.

As tarifas fazem parte de uma disputa comercial mais ampla entre os dois países. Em julho, Trump anunciou taxas de 50% sobre uma lista limitada de produtos canadenses, justificadas por Washington como resposta a práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano fundamentou essa medida na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, dispositivo que, segundo o relato, nunca havia sido usado para impor tarifas a parceiros comerciais. Separadamente, os Estados Unidos já haviam aplicado tarifas de segurança nacional de 50% sobre aço e alumínio importados da maioria dos parceiros comerciais.

Fontes: Folha de S.Paulo

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