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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Tereza Cristina quer discutir estratégia do Senado com Bolsonaro

A defesa do ex-presidente pediu ao STF autorização para que ela e Rogério Marinho o visitem em prisão domiciliar; ambos disputam o comando da Casa.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Dois parlamentares conversam na plenária do Senado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Dois parlamentares conversam na plenária do Senado.
Resumo em 30 segundos

Tereza Cristina afirmou que pretende conversar com Jair Bolsonaro sobre a estratégia da oposição na disputa pela presidência do Senado. A defesa do ex-presidente pediu ao STF autorização para que ela e Rogério Marinho o visitem. Os dois dizem manter diálogo e planejam definir entre si qual será o candidato do grupo.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), candidata à presidência do Senado, disse nesta quinta-feira (5), em São Paulo, que pretende conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a estratégia da oposição na disputa pelo comando da Casa. A defesa de Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ela e o senador Rogério Marinho (PL-RN), também candidato, o visitem na prisão domiciliar.

Tereza afirmou que é amiga de Bolsonaro e que já havia solicitado permissão para encontrá-lo. Ela foi ministra da Agricultura durante o governo dele. “Vamos poder conversar e explicar para ele o que está acontecendo, a minha visão do que é hoje a nossa missão nesta eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho”, disse a senadora ao chegar a um evento da Câmara de Comércio França-Brasil, onde recebeu o Prêmio Personalidade do Ano 2026.

Questionada sobre a possibilidade de Bolsonaro pedir que um dos dois candidatos desista, Tereza disse que ela e Marinho conversam desde o início da disputa e que a estratégia do grupo é conquistar o comando do Senado. Ela afirmou que a oposição tem condições de vencer e disse que não considera o colega um adversário.

“Lá na frente, nós temos que sentar, com maturidade e responsabilidade que temos pelas pautas em que nós acreditamos, para não deixar o Senado apequenado, para que a gente possa pensar mais no Brasil”, afirmou. Segundo Tereza, os dois mantêm diálogo e são amigos. Ela defendeu que a oposição atue de forma unida e estratégica para escolher um candidato competitivo.

A senadora disse que não conversa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde que ele foi derrotado na eleição presidencial, mas afirmou que gostaria de falar com ele e com Jair Bolsonaro sobre a disputa. Tereza relatou que, quando foi convidada para ser vice na chapa presidencial de Flávio, disse que seu principal projeto era se tornar a primeira mulher a presidir o Senado.

“Para isso, você tem que ter condições. Ninguém é candidato de si mesmo”, declarou. Ela também chamou Flávio de “uma voz da direita”.

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca a reeleição. Tereza disse que ela e Marinho querem “mudar o Senado” e que a oposição trabalha para lançar um nome capaz de derrotar Alcolumbre. A senadora afirmou que o candidato será ela ou Marinho, após uma articulação entre os dois.

Fontes: Valor Econômico

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