SSP-SP nega alerta sobre ataques do PCC após eleição de Bolsonaro
A secretaria diz que não há registro de planos da facção ligados à eleição nem aviso das polícias Civil e Militar sobre ataques a prédios públicos.
Resumo em 30 segundos
Publicações falsas afirmam que o PCC planejava atacar embaixadas, delegacias e prédios públicos após a vitória de Flávio Bolsonaro. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo negou a existência de planos ligados à eleição ou de alerta policial. Suspensões consulares de governos estrangeiros e uma investigação federal são fatos distintos da alegação.
Publicações que afirmam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) prepara ataques a embaixadas, delegacias e prédios públicos após a vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial são falsas. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que não há registro de planos da facção relacionados às eleições nem alerta emitido pelas polícias Civil e Militar do estado.
As mensagens atribuem às forças de segurança paulistas um aviso sobre ataques contra instituições públicas. A secretaria declarou que as ameaças citadas não têm fundamento factual. O conteúdo circulou nas redes sociais em meio a medidas de segurança adotadas por governos estrangeiros no Brasil.
Na sexta-feira anterior ao primeiro turno, os Estados Unidos suspenderam serviços consulares no país, citando questões de segurança. A Austrália também adotou a medida. As suspensões foram usadas em postagens falsas para associar a decisão das embaixadas a um suposto comunicado policial sobre um plano do PCC.
No dia 2, a Polícia Federal realizou uma operação contra dois suspeitos de planejar um ataque à Embaixada dos Estados Unidos. A ação incluiu mandados de busca e apreensão de celulares e computadores em São Paulo e no Distrito Federal. A existência dessa investigação, porém, não confirma o conteúdo das publicações sobre um plano da facção contra embaixadas, delegacias e prédios oficiais.
A embaixada norte-americana reabriu no dia 5. Não havia informação sobre a retomada das atividades da embaixada australiana. As medidas consulares e a operação da Polícia Federal são acontecimentos distintos da alegação de que a polícia paulista teria alertado para ataques ligados à eleição.
Correntes alarmistas podem usar fatos reais, como decisões de segurança de embaixadas, para dar aparência de credibilidade a informações falsas. Antes de compartilhar avisos sobre ataques iminentes, é importante verificar se o alerta aparece nos canais oficiais dos órgãos citados. A SSP-SP afirmou que não há registro do suposto plano nem de alerta das polícias estaduais.