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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Estaleiro Rio Grande inicia montagem de navio Handymax da Transpetro

A cerimônia de batimento de quilha abre a construção do primeiro de quatro navios contratados por US$ 278 milhões para transportar derivados de petróleo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estrutura de um navio em montagem em um estaleiro, com trabalhadores e equipamentos industriais ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estrutura de um navio em montagem em um estaleiro, com trabalhadores e equipamentos industriais ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O Estaleiro Rio Grande começa nesta quinta-feira, 15 de outubro, a montagem do primeiro de quatro navios Handymax encomendados pela Transpetro. O contrato, de US$ 278 milhões, prevê embarcações para o transporte de derivados de petróleo e cargas entre portos brasileiros. A construção deve ampliar o número de trabalhadores no estaleiro nos próximos anos.

O Estaleiro Rio Grande inicia nesta quinta-feira (15), em Rio Grande, a montagem do primeiro de quatro navios da classe Handymax encomendados pela Transpetro. A etapa será marcada pelo batimento de quilha, cerimônia que assinala formalmente o começo da construção de uma embarcação.

A Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte e pela logística de combustíveis, contratou os quatro navios em fevereiro do ano passado. O acordo foi firmado em Rio Grande e prevê investimento de US$ 278 milhões, ou US$ 69,5 milhões por embarcação.

A quilha é a estrutura longitudinal que funciona como a base do navio, comparável à sua espinha dorsal. A partir dela, outras partes da embarcação são montadas. Segundo a Ecovix, empresa responsável pelo estaleiro, a cerimônia também mantém uma tradição marítima ligada a votos de proteção e boa sorte para o navio e sua tripulação.

As embarcações serão usadas para transportar derivados de petróleo, entre eles diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação. A Transpetro afirma que os navios devem reforçar a distribuição de combustíveis e o transporte de cargas entre portos brasileiros, conhecido como cabotagem. Esse tipo de transporte é realizado por via marítima entre portos do mesmo país.

O projeto faz parte do programa de renovação e ampliação da frota da Petrobras e também movimenta a atividade industrial e o emprego no município. Cerca de 500 trabalhadores atuam atualmente de forma direta no contrato dos quatro Handymax. A expectativa é que o número chegue a aproximadamente mil até o fim de 2026 e a cerca de 1,7 mil em 2027, quando a produção deve alcançar seu pico.

O estaleiro mantém 13 navios em diferentes etapas de construção: os quatro destinados à Transpetro e outros nove vinculados a contratos distintos. De acordo com a Ecovix, esse conjunto representa cerca de 30% da capacidade de ocupação do empreendimento.

O ritmo das obras depende também do processamento das chapas de aço usadas na estrutura das embarcações. A primeira remessa chegou ao estaleiro em 9 de julho e deve ser processada ao longo de quatro a cinco meses. Uma nova entrega está prevista para ocorrer durante esse período, para dar continuidade às etapas de fabricação e montagem.

Para entender

Batimento de quilha
Cerimônia que marca formalmente o início da construção de um navio. A quilha é uma estrutura longitudinal na parte inferior da embarcação, sobre a qual outras partes são montadas; por isso, é frequentemente comparada à espinha dorsal do navio.
Cabotagem
Transporte de cargas por via marítima entre portos do mesmo país. No Brasil, pode ser usado para movimentar combustíveis e outras mercadorias ao longo da costa, como parte da logística de distribuição nacional.

Fontes: Zero Hora

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