Flávio Bolsonaro reúne apoiadores em comício no centro de Porto Alegre
O candidato à Presidência discursou no Largo Glênio Peres nesta quarta, acompanhado por aliados, e não comentou a PEC que propõe o fim da escala 6x1.
Resumo em 30 segundos
Flávio Bolsonaro participou de um comício no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, com a presença de apoiadores e aliados políticos, entre eles Sergio Moro e Luciano Zucco. O candidato criticou Lula, tomou chimarrão e encerrou o ato às 19h. Durante a agenda, não comentou publicamente a proposta de reduzir a jornada semanal e acabar com a escala 6x1.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou nesta quarta-feira (14) de um comício no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre. O ato durou cerca de uma hora e meia e reuniu apoiadores e aliados políticos, entre eles os governadores eleitos do Paraná, Sergio Moro, e do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco.
O evento ocorreu na praça ao lado do Mercado Público, tradicionalmente usada por manifestações de partidos de esquerda. O público lotou o largo, mas não avançou sobre a Avenida Borges de Medeiros. A programação teve discursos de aliados e a execução dos hinos Nacional e Rio-grandense; Flávio acompanhou a letra do hino gaúcho pelo celular.
No palco, o candidato tomou chimarrão e usou uma bandeira do Rio Grande do Sul que, segundo ele, foi retirada dos escombros após a enchente de 2024. “Essa bandeira suja de lama foi resgatada dos escombros. Junto com vocês, vou resgatar o Brasil da lama em que o Lula enfiou nosso país”, disse, em crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A chegada de Flávio e as críticas ao PT e a Lula foram os momentos de maior reação da plateia. Zucco também citou políticos que não foram eleitos, entre eles Manuela D'Ávila (PSOL), Paulo Pimenta (PT) e Gleisi Hoffmann (PT), e recebeu aplausos. Parte dos presentes gritou xingamentos.
Durante o discurso de Moro, duas mulheres, de 80 e 77 anos, passaram mal em meio à multidão e foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros. Depois de serem avaliadas e consideradas bem, elas foram chamadas por Zucco ao palco para acompanhar parte da fala de Flávio.
O candidato encerrou o comício às 19h. Disse que pretende cuidar da população, capacitar trabalhadores e facilitar a abertura de empresas por jovens. Ao deixar o palco, afirmou que “o Brasil vai vencer”.
Na agenda em Porto Alegre, Flávio não comentou publicamente a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, em votação no Senado nesta quarta-feira, segundo relatos de seus compromissos de campanha. Na véspera, ele havia declarado que votaria a favor da medida. A proposta em discussão prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelecer dois dias de descanso remunerado e manter os salários.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido pretende retomar, depois das eleições, a discussão de outra PEC, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto permitiria a remuneração por hora trabalhada, mediante negociação entre empregado e empregador. A proposta não é a mesma que reduz a jornada e encerra a escala 6x1; segundo Sóstenes, o modelo por hora pode envolver condições diferentes das previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias remuneradas e décimo terceiro salário.
No encerramento do ato, Flávio deixou o palco ao som de “Tchau, tchau, PT”, enquanto aliados se aproximavam para tirar fotos com ele.