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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Semaclique chega às farmácias com preço a partir de R$ 333

A caneta de semaglutida da Germed é indicada para adultos com diabetes tipo 2, não para tratar obesidade; a compra em pacote reduz o preço por unidade.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caneta injetável genérica sobre o balcão de uma farmácia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caneta injetável genérica sobre o balcão de uma farmácia.
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A Semaclique, produzida pela Germed e comercializada pela Brace Pharma, chega às farmácias em 6 de novembro. O medicamento custa R$ 464,81 por caneta ou R$ 333 por unidade na compra de um pacote com três. A indicação aprovada é para adultos com diabetes tipo 2, com receita médica em duas vias.

A Semaclique, caneta de semaglutida produzida pela farmacêutica Germed e comercializada pela Brace Pharma, chega às farmácias nesta sexta-feira (6). O medicamento, indicado para adultos com diabetes tipo 2, custa R$ 464,81 por unidade ou R$ 333 cada uma na compra de um pacote com três canetas, segundo a empresa. A indicação aprovada não inclui o tratamento da obesidade, apesar de a semaglutida também ser associada popularmente às chamadas canetas emagrecedoras.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do produto em 17 de agosto, como medicamento similar ao Ozivy, da EMS, que também integra o Grupo EMS. A semaglutida imita a ação do GLP-1, hormônio que participa do controle da glicose e da saciedade. Ao ativar receptores ligados a esse hormônio, o medicamento ajuda a reduzir o açúcar no sangue e o apetite e a prolongar a sensação de estômago cheio.

O uso deve ser associado a mudanças na alimentação e à prática de exercícios físicos. A venda exige receita médica em duas vias, e a caneta deve ser conservada sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, conforme determinação da Anvisa.

A empresa destaca como diferencial o sistema de aplicação por cliques. O dispositivo permite selecionar diferentes doses em uma mesma caneta, de aplicação semanal, e fazer ajustes graduais conforme a orientação médica, sem comprar outra apresentação a cada mudança de dose. Essa fase de aumento progressivo, chamada titulação, pode provocar efeitos gastrointestinais como náuseas, vômitos, constipação e dor abdominal; esses sintomas podem levar alguns pacientes a interromper o tratamento.

O lançamento ocorre após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, que abriu espaço para novos produtos. O Ozivy, da EMS, foi a primeira versão sintética aprovada pela Anvisa após o encerramento da patente e chegou às farmácias em junho. Em julho e agosto, a agência autorizou outras marcas, entre elas Semaclique, e novos registros foram concedidos em outubro. Nem todos os medicamentos aprovados já estão disponíveis para compra.

A semaglutida também está presente em medicamentos comercializados no país pela Eurofarma em parceria com a Novo Nordisk. Desde outubro de 2025, a empresa vende o Extensior, para diabetes tipo 2, e o Poviztra, indicado para obesidade e sobrepeso com comorbidades. Esses produtos usam semaglutida biológica; o Semaclique é um medicamento similar ao Ozivy.

Marcelo Neri, diretor executivo do Grupo EMS, afirmou que a produção nacional e a entrada de novos concorrentes podem ampliar o acesso à molécula. A Brace Pharma também aponta o preço como barreira à continuidade do tratamento: em levantamento feito pela empresa com 1.067 médicos, 28% dos pacientes considerados aptos teriam condições financeiras de arcar com os custos, segundo a avaliação dos profissionais consultados.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo

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