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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Anvisa amplia para cinco anos a validade do Implanon

A mudança também vale para quem já usa o implante, com orientação médica; a agência aprovou ainda a inserção logo após parto ou aborto.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional de saúde segura um aplicador de implante contraceptivo ao lado de um modelo de braço. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional de saúde segura um aplicador de implante contraceptivo ao lado de um modelo de braço.
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A Anvisa ampliou de três para cinco anos o prazo de uso do Implanon, implante contraceptivo que libera etonogestrel sob a pele do braço. A extensão vale também para quem já usa o método, desde que acompanhada por orientação médica. A agência aprovou ainda a inserção logo após o parto ou um aborto.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o prazo de uso do Implanon, implante contraceptivo que libera hormônio sob a pele do braço. A decisão foi aprovada nesta segunda-feira e permite que uma única inserção ofereça proteção contra a gravidez por mais tempo, sem a troca prevista ao fim do terceiro ano.

A mudança também vale para quem já usa o implante, desde que a extensão seja feita com orientação médica. A Anvisa afirma que a aprovação se baseou em dados clínicos sobre a eficácia e a segurança nos quarto e quinto anos. No principal estudo apresentado à agência, não foram registradas gestações durante o período estendido.

O Implanon é um bastão flexível, com cerca de quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro, que contém etonogestrel. Um profissional habilitado insere o dispositivo sob a pele, com anestesia local. O hormônio é liberado continuamente na corrente sanguínea: além de impedir a ovulação, ele altera a secreção do colo do útero e dificulta a entrada dos espermatozoides.

O método tem eficácia superior a 99% para prevenir a gravidez. A ampliação de validade já havia sido aprovada por autoridades regulatórias dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido. Ao fim do período de uso, o implante deve ser retirado; se a mulher quiser continuar usando o método, outro pode ser inserido imediatamente. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção, caso ela decida engravidar.

O contraceptivo foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) no ano passado e também passou a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Na rede pública, o Implanon e o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre são os métodos de longa duração citados. O SUS também oferece preservativos, anticoncepcionais orais e injetáveis, laqueadura e vasectomia. Apenas os preservativos protegem também contra infecções sexualmente transmissíveis.

A Anvisa aprovou ainda a possibilidade de inserir o Implanon logo após o parto ou um aborto, inclusive nos casos ocorridos no primeiro e no segundo trimestre da gestação. Segundo a agência, a medida busca facilitar o acesso ao método e reduzir o risco de gravidez não planejada após a alta hospitalar. A avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos.

Fontes: O Globo

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