Segundo turno da eleição de 2026 ocorre neste domingo e mobiliza mercados
Em 25 de outubro, eleitores escolhem entre Lula e Flávio Bolsonaro; o resultado deve orientar a primeira reação do mercado na abertura de segunda-feira.
Resumo em 30 segundos
O segundo turno presidencial ocorre neste domingo, 25 de outubro, e define quem ocupará a Presidência no próximo mandato. A semana também terá decisões de juros nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, zona do euro e Japão, além de indicadores de inflação, emprego, atividade econômica e contas públicas no Brasil e no exterior.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026 será neste domingo, 25 de outubro. Os eleitores escolherão entre a recondução de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e a eleição do senador Flávio Bolsonaro. O resultado será conhecido antes da abertura dos mercados na segunda-feira, quando investidores começarão a avaliar os efeitos da disputa sobre as expectativas econômicas.
A votação ocorre em meio a uma agenda econômica internacional carregada, mas o resultado das urnas deve concentrar a atenção no início da semana. As expectativas sobre contas públicas, impostos, reformas, participação do Estado na economia e articulação política podem influenciar as avaliações de investidores sobre ações, dólar e juros. A reação não é necessariamente uniforme nem definitiva: os preços refletem as perspectivas atribuídas a diferentes caminhos para a política econômica.
O segundo turno é realizado quando nenhum candidato alcança mais da metade dos votos válidos na primeira votação, excluídos os votos em branco e nulos. A nova disputa reúne os dois candidatos mais votados, e vence quem obtiver a maioria dos votos válidos nessa etapa. A eleição de domingo define quem ocupará a Presidência no próximo mandato.
Além da disputa nacional, o segundo turno pode eleger governadores nos estados em que nenhum candidato ao governo estadual obteve maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. A matéria que reúne o calendário econômico não informa quais estados terão essa votação nem lista os candidatos a governador. A definição para cada estado depende do resultado da primeira etapa da eleição.
Na segunda-feira, o Banco Central divulga o Boletim Focus e as estatísticas do setor externo referentes a setembro. O Focus reúne as medianas das projeções de instituições financeiras e consultorias para indicadores como inflação, Produto Interno Bruto (PIB), taxa Selic e câmbio. As previsões são dos participantes da pesquisa, não do Banco Central.
As contas externas incluem as transações correntes, que registram operações do Brasil com outros países em bens, serviços e rendas, e o investimento direto no país (IDP), ligado a fluxos de capital estrangeiro em relações duradouras com empresas brasileiras. Em agosto, as transações correntes tiveram déficit de US$ 5,1 bilhões, enquanto o IDP registrou entrada líquida de US$ 7,4 bilhões. Esses números são do mês anterior e não representam resultados de setembro.
Na quarta-feira, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anuncia sua decisão de juros após reunião de dois dias. Em setembro, a instituição elevou a faixa dos juros básicos americanos em 0,25 ponto percentual, para entre 3,75% e 4% ao ano. Investidores acompanharão tanto a decisão quanto a comunicação sobre os próximos passos, em um cenário de atividade considerada sólida pelo Fed e inflação ainda elevada.
Também na quarta, o Banco do Canadá divulga sua decisão de política monetária e uma nova edição do relatório com projeções de crescimento e inflação. Na noite de terça-feira pelo horário de Brasília, o banco central da Nova Zelândia anuncia sua taxa básica, atualmente em 2,75%. No Reino Unido, o governo apresenta o orçamento de outono, com atualizações de receitas, despesas e política fiscal.
A agenda de quinta-feira inclui, no Brasil, a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de outubro, pela Fundação Getulio Vargas, e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de setembro. O IGP-M combina preços ao produtor, ao consumidor e da construção civil. Em setembro, subiu 1,57%, após recuar 0,22% em agosto. O Novo Caged contabiliza admissões e desligamentos com carteira assinada; em agosto, o saldo foi de 165.827 vagas formais criadas.
Nos Estados Unidos, serão divulgadas a estimativa inicial do PIB do terceiro trimestre e a renda e os gastos pessoais de setembro. Esse último relatório inclui o índice de preços de gastos com consumo pessoal, conhecido pela sigla PCE, referência usada pelo Federal Reserve para acompanhar a inflação. Na Europa, o Banco Central Europeu anuncia sua decisão de juros e realiza entrevista coletiva.
Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística publica a taxa de desocupação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Embora seja frequentemente chamada de taxa de desemprego de setembro, ela corresponde ao trimestre móvel encerrado naquele mês, e não apenas a setembro. O Banco Central também divulga os dados fiscais brasileiros do mês, que incluem o resultado primário e a dívida bruta do governo geral.
A semana termina ainda com decisões e indicadores de outras economias. O Banco do Japão encerra reunião de política monetária e atualiza projeções; a zona do euro e a Alemanha divulgam estimativas de PIB do terceiro trimestre. A Alemanha também publica uma leitura preliminar da inflação de outubro, e a China apresenta o índice de atividade industrial de outubro, baseado em pesquisas com empresas.