Quaest e Datafolha mostram empate técnico entre Lula e Flávio
Os dois levantamentos dão 51% dos votos válidos a Flávio Bolsonaro e 49% a Lula, com margem de erro de dois pontos, antes da votação de domingo.
Resumo em 30 segundos
As pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas na véspera do segundo turno mostram Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, em empate técnico. Aliados de Lula apostam em mobilização e menor abstenção, enquanto reconhecem o risco de derrota. A eleição será definida pelos votos apurados neste domingo.
As pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas neste sábado, véspera do segundo turno presidencial, mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro (PL) com 51%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico antes da votação deste domingo (25).
Aliados de Lula consideram a disputa aberta, mas reconhecem o risco de derrota. No grupo do presidente, a expectativa é de que o resultado seja definido por menos de 1 milhão de votos. A campanha aposta em mobilizar apoiadores e reduzir a abstenção, especialmente entre eleitores que não compareceram no primeiro turno.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) liderou uma transmissão ao vivo do canal “Exército do Lula”, que reúne apoiadores, com a participação de artistas e personalidades. A iniciativa busca alcançar eleitores indecisos e incentivar o comparecimento às urnas. Lula também participou de atos no Rio de Janeiro e em São Paulo neste sábado; na Avenida Paulista, manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa de uma virada.
Antes da caminhada em São Paulo, Lula disse estar “convencido” de que vencerá, mas afirmou que a sociedade quer mudança. Para o presidente, ela deve ser “estrutural”, e não “retrocesso”. Ele criticou Flávio sem citá-lo pelo nome e mencionou o caso de Ana Clara Silva, menina de cinco anos que morreu. Na campanha, a referência foi associada ao fato de Flávio ter atuado como advogado do policial militar Bruno Dias Delarolli, suspeito de atirar na criança.
O cenário contrasta com a expectativa que aliados de Lula alimentavam no início da semana: que as pesquisas finais mostrassem o petista numericamente à frente. A campanha também considerava a possibilidade de uma virada inédita, já que Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar. A diferença de dois pontos entre os candidatos, porém, não permite apontar um favorito com segurança dentro da margem de erro.
A equipe petista conta ainda com a possibilidade de aumentar a votação no Nordeste e de levar às urnas eleitores que moram longe de seus locais de votação. A abstenção é o não comparecimento de eleitores aptos a votar e pode influenciar o resultado, sobretudo numa disputa apertada. Do lado de Flávio, aliados avaliam que o senador chega ao domingo em posição favorável, mas também dizem que a campanha seguirá mobilizada até o fim.
As pesquisas medem intenções de voto antes da eleição, não o resultado final. A definição da disputa depende dos votos apurados neste domingo, incluindo a participação dos indecisos e o comparecimento dos eleitores.