Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Santiago Peña pede 72 horas para preparar defesa em impeachment

O pedido foi feito após a notificação às 22h15 de quinta-feira; o Senado ainda não decidiu se altera o calendário do julgamento político.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fachada de um banco em Assunção, no Paraguai. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fachada de um banco em Assunção, no Paraguai.
Resumo em 30 segundos

Santiago Peña solicitou mais 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment aberto pelo Congresso do Paraguai. A sessão previa a apresentação dos argumentos nesta sexta-feira, menos de 12 horas após a notificação. O Senado ainda não havia decidido sobre o pedido, e o julgamento está ligado à crise do Ueno Bank.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu nesta sexta-feira (6) mais 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment aberto contra ele pelo Congresso. A sessão do Senado que previa a apresentação dos argumentos estava marcada para as 10h, em Assunção, menos de 12 horas após a notificação formal do julgamento político.

Peña argumentou, em publicação no X, que o prazo não assegurava o devido processo legal. A sessão do Senado começou na noite de quinta-feira (5), com a apresentação da acusação feita pelos deputados que conduzem o caso, e foi interrompida por volta das 21h15. O presidente recebeu a notificação às 22h15, segundo carta encaminhada ao presidente do Congresso e do Senado, Basilio Núñez.

A defesa prevista para esta sexta-feira faz parte de um cronograma de cinco sessões, que inclui análise de provas, alegações finais e votação. O pedido de prazo pode alterar a programação, mas não havia decisão formal sobre a solicitação. Núñez indicou que pretende manter o calendário estabelecido. Para destituir Peña, são necessários 30 votos entre os 45 senadores.

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura do processo, com 78 votos favoráveis. A votação ocorreu na quinta-feira, pouco depois de Peña anunciar que renunciaria à Presidência. O Congresso, porém, suspendeu a análise do pedido de saída e encaminhou a acusação ao Senado, que decidirá sobre o impeachment.

A crise política está ligada à intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, que enfrentava problemas de solvência. A instituição tinha vínculos com o grupo empresarial do qual Peña foi acionista até 2025, e a crise deixou milhões de clientes sem acesso a depósitos e contas, além de provocar protestos em Assunção.

Parlamentares acusam Peña de conflito de interesses, uso indevido de recursos de fundos de pensão e acobertamento institucional relacionado à crise bancária. As denúncias também são investigadas pelo Ministério Público paraguaio. A abertura de investigação criminal foi anunciada em relação à supervisão e à resolução do banco e ao uso de recursos públicos na instituição.

A decisão do Congresso sobre a renúncia pode afetar a situação jurídica do presidente. Se a saída voluntária for aceita, o vice-presidente Pedro Alliana poderá assumir, e Peña poderá tornar-se senador vitalício, condição que prevê imunidade parlamentar. Caso seja destituído no julgamento político, não terá direito a essa condição. Parlamentares contrários à renúncia defendem a conclusão do processo antes de qualquer decisão sobre a saída do cargo.

Fontes: Zero Hora, Estadão, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também