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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Rússia e Ucrânia confirmam trégua para corredor humanitário em Oleshky

A pausa, anunciada para 29 de outubro pela Casa Branca e para 27 pela Rússia, deve permitir a entrada de ajuda e a retirada voluntária de moradores.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Suprimentos humanitários preparados em uma rua de uma cidade ucraniana danificada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Suprimentos humanitários preparados em uma rua de uma cidade ucraniana danificada.
Resumo em 30 segundos

Rússia e Ucrânia confirmaram uma trégua localizada em Oleshky, cidade ocupada na região de Kherson. O acordo prevê a entrada de ajuda humanitária e a preparação de evacuações por um corredor seguro, mas os dois lados divulgaram datas diferentes para o início da pausa. Não há prazo anunciado para a operação.

Rússia e Ucrânia confirmaram um cessar-fogo humanitário em Oleshky, cidade ocupada no leste da Ucrânia, para permitir a entrada de ajuda e preparar a retirada de civis por um corredor seguro. A Casa Branca anunciou que a pausa começará em 29 de outubro, enquanto o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, afirmou que as forças russas iniciarão a trégua no dia 27.

O acordo prevê que representantes dos dois países avaliem as condições dos moradores e organizem assistência e evacuações. Não foi informada a duração da pausa militar. O comissário para Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, disse que os civis poderão deixar a cidade se quiserem e alertou que a operação será gradual e difícil de executar.

A Casa Branca atribuiu a mediação à primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Segundo o comunicado, ela e um representante trabalharam com as lideranças russa e ucraniana para estabelecer os termos, os procedimentos e o cronograma da trégua. O Kremlin também elogiou a participação de Melania, mas não detalhou como o acordo foi negociado.

A primeira-dama afirmou que a maioria dos moradores que permanece em Oleshky é idosa e precisa de atendimento médico, remédios, alimentos e água potável. O comunicado da Casa Branca diz que equipes civis dos dois países visitarão as casas para avaliar as necessidades. Quem optar por sair receberá apoio e transporte para o destino escolhido; alguns poderão ir para a Rússia e outros para a Ucrânia, segundo Melania.

O papa Leão XIV também pediu medidas para permitir a entrada de ajuda na cidade. Na semana passada, ele telefonou para o presidente russo, Vladimir Putin, enquanto se recuperava de uma cirurgia para retirar um tumor no pulmão, e manifestou preocupação com a situação humanitária. Em 19 de outubro, segundo outra informação divulgada sobre o caso, o pontífice também solicitou cooperação ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Oleshky fica na região de Kherson, na margem oriental do rio Dniéper, e foi tomada por forças russas nos primeiros dias da invasão iniciada em fevereiro de 2022. A cidade tinha 24 mil habitantes antes da guerra; cerca de 2 mil pessoas permanecem no local, entre elas 50 menores, de acordo com os dados divulgados. A maioria dos moradores deixou a área desde a ocupação.

A crise é agravada pela falta de água e gás, pela escassez de atendimento médico e pela dificuldade de levar suprimentos. Estradas expostas a drones tornam a fuga perigosa, e poucos moradores conseguiram escapar com vida, segundo relatos sobre a situação na cidade. A população que continua ali enfrenta falta de alimentos e depende de recursos limitados para sobreviver.

O anúncio ocorre após conversas do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, com Putin e Zelensky, em uma tentativa de reabrir negociações sobre o fim da guerra. Os dois líderes deram sinais de que poderão retomar conversas em nível técnico no próximo mês, mas persistem divergências sobre os termos do pós-guerra. A trégua em Oleshky é localizada e humanitária; não representa um cessar-fogo geral entre os países.

A cidade já havia sido tema de discussões entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Kremlin reconheceu nesta semana a gravidade da situação. Em Kiev, autoridades pediram cautela ao tratar do anúncio, lembrando que uma promessa anterior de não atacar instalações de energia não se concretizou.

A implementação do corredor dependerá da coordenação entre os lados e da segurança das equipes que entrarão na área. A Casa Branca afirmou que jornalistas de uma organização de mídia dos Estados Unidos acompanharão o trabalho em campo, mas não identificou o grupo. A operação deverá permitir a chegada de ajuda e oferecer aos moradores a possibilidade de evacuação, sem que tenha sido anunciado um prazo para sua conclusão.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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