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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Políticos franceses pedem voto em Lula contra Flávio Bolsonaro

Mais de 40 signatários dizem que uma vitória do candidato do PL pode ameaçar instituições e convocam brasileiros, inclusive os que vivem na França, a votar no atual presidente.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Políticos franceses reunidos em torno de uma mesa com documentos em branco. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Políticos franceses reunidos em torno de uma mesa com documentos em branco.
Resumo em 30 segundos

Mais de 40 políticos franceses divulgaram um apelo em defesa da democracia brasileira e contra uma vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. O grupo afirma que o resultado poderia ameaçar instituições, direitos e políticas sociais, além de fortalecer a extrema direita internacional. Os signatários convocam eleitores a votar em Lula.

Mais de 40 políticos franceses, entre eles candidatos à Presidência da França, divulgaram nesta quinta-feira (22) um apelo em defesa da democracia brasileira e contra uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). O texto foi publicado no jornal francês Le Monde e convoca eleitores, inclusive brasileiros que vivem na França, a votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os signatários afirmam que uma vitória de Flávio poderia ameaçar instituições democráticas, direitos fundamentais, minorias e políticas sociais. Também dizem que o resultado teria impacto internacional, fortaleceria movimentos de extrema direita e poderia favorecer a influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina.

O grupo relaciona a disputa brasileira à eleição presidencial francesa, prevista para abril de 2027. Segundo o documento, Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional, lidera as intenções de voto na França. Os políticos argumentam que estratégias de guerra cultural e discursos sobre segurança usados pela extrema direita em diferentes países podem contribuir para normalizar sua chegada ao poder.

Entre os signatários estão Jean-Luc Mélenchon, fundador da França Insubmissa e candidato à Presidência; Fabien Roussel, secretário nacional do Partido Comunista Francês e também candidato; e Marine Tondelier, secretária nacional dos Ecologistas e candidata. Assinaram ainda Olivier Faure, primeiro-secretário do Partido Socialista, Nadège Abomangoli, vice-presidente da Assembleia Nacional, e Emmanuel Grégoire, prefeito de Paris. O documento reúne integrantes de partidos de esquerda, incluindo o Partido Socialista, o Partido Comunista Francês, a França Insubmissa e os Ecologistas.

Os autores também apontam possíveis consequências para as relações internacionais do Brasil, o comércio com a União Europeia e as políticas de combate às mudanças climáticas. Na avaliação do grupo, um governo de Flávio teria condições de pressionar mecanismos de controle dos poderes, em razão do apoio que teria no Congresso. O texto compara esse cenário ao governo de Jair Bolsonaro e afirma que o filho poderia dispor de margem de ação maior.

Para justificar o alerta, os signatários citam o resultado do primeiro turno: Flávio teve 47,03% dos votos, ante 45,16% de Lula. Também mencionam o avanço do PL no Congresso e declarações de Flávio sobre libertar o pai, condenado por tentativa de golpe de Estado e atualmente em prisão domiciliar.

A manifestação termina com um chamado à participação no segundo turno e à rejeição do que os autores descrevem como um cenário de risco. A eleição francesa citada no texto ocorrerá em abril de 2027; no Brasil, a votação decisiva está marcada para domingo.

Fontes: Folha de S.Paulo, Valor Econômico

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