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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Supertufão Champi registra ventos de 296 km/h no Pacífico

O ciclone tropical mais intenso de 2026 começou a perder força, mas ainda podia afetar Taiwan, onde autoridades alertaram para chuva, ventos fortes e ondas elevadas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Grande tufão com olho bem definido sobre o oceano Pacífico Ocidental. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Grande tufão com olho bem definido sobre o oceano Pacífico Ocidental.
Resumo em 30 segundos

Champi atingiu ventos sustentados de 296 km/h na quarta-feira, tornando-se o ciclone tropical mais intenso de 2026. Após alcançar força equivalente à categoria 5, começou a enfraquecer sobre águas mais frias. A previsão era de que passasse perto de Taiwan e seguisse em direção à China e ao Japão.

O supertufão Champi atingiu ventos sustentados de 296 km/h na quarta-feira, 21, tornando-se o ciclone tropical mais intenso de 2026. Formado no Pacífico Ocidental, o sistema chegou à força equivalente à categoria 5 de furacões antes de começar a perder intensidade, enquanto avançava em direção a Taiwan.

O Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC), ligado à Marinha dos Estados Unidos, chama de supertufão os tufões com ventos sustentados de pelo menos 240 km/h. A medição considera a velocidade média do vento durante um minuto. No pico, Champi registrou ventos próximos de 300 km/h, acima do limite da classificação.

Tufão, furacão e ciclone tropical são nomes diferentes para o mesmo tipo de sistema meteorológico. A denominação depende da região de formação: no noroeste do Pacífico, como ocorreu com Champi, esses ciclones são chamados de tufões; no Atlântico Norte e no Pacífico Nordeste, recebem o nome de furacões.

Champi se formou como tempestade tropical na quinta-feira, 15, e levou menos de dois dias para alcançar intensidade equivalente à categoria 4. Ao seguir para noroeste pelo Pacífico, passou a menos de 10 milhas de Guam no sábado, 17. Seis horas depois, atingiu pela primeira vez força equivalente à categoria 5, com ventos de cerca de 265 km/h. Após enfraquecer por um período, voltou a essa intensidade no dia seguinte.

A marca máxima de Champi superou os cerca de 290 km/h atribuídos pelo JTWC ao furacão Polo, que chegou à costa do México em setembro. O recorde de referência citado para o Pacífico Nordeste é o do furacão Patricia, que se formou em outubro de 2015 e teve ventos máximos sustentados de aproximadamente 346 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Na quarta-feira, o JTWC já indicava redução dos ventos máximos de Champi para cerca de 290 km/h. A previsão era de que o sistema continuasse a enfraquecer sobre águas mais frias, que fornecem menos energia para a manutenção de ciclones tropicais.

A Agência Central de Meteorologia de Taiwan informou que o tufão deveria passar perto da costa nordeste da ilha e seguir depois na direção da China e do Japão. As autoridades taiwanesas emitiram alertas para chuva intensa, ventos fortes e ondas elevadas. Companhias aéreas cancelaram voos, e meteorologistas advertiram que áreas montanhosas do norte de Taiwan poderiam registrar até um metro de chuva.

Apesar da perda de intensidade, Champi permanecia sob monitoramento pelo potencial de afetar Taiwan e outras áreas do Leste Asiático. O fenômeno se formou e avançou pelo Pacífico Ocidental; as informações sobre sua trajetória não apontam impacto no Brasil.

Fontes: Zero Hora, Estadão

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