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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Rússia lança mísseis e drones contra a Ucrânia após reunião

Os ataques russos na Ucrânia atingiram instalações de energia e deixaram ao menos dois mortos e 34 feridos, enquanto Kiev e Moscou trocavam ofensivas aéreas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Instalações de energia danificadas após um ataque aéreo na Ucrânia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Instalações de energia danificadas após um ataque aéreo na Ucrânia.
Resumo em 30 segundos

A Rússia disparou 21 mísseis balísticos e mais de 200 drones contra regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, nesta quinta-feira. Os bombardeios danificaram instalações de energia e deixaram mortos e feridos. A ofensiva ocorreu após conversas entre Vladimir Putin e o enviado americano Steve Witkoff, enquanto os dois países também relataram ataques com drones.

A Rússia lançou 21 mísseis balísticos e mais de 200 drones contra regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, nesta quinta-feira, 22, enquanto a Ucrânia também atacou alvos em território russo. Os bombardeios russos danificaram instalações de energia e deixaram ao menos duas pessoas mortas e 34 feridas, segundo o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, um dia depois de Vladimir Putin conversar com o enviado dos Estados Unidos Steve Witkoff.

Zelenski afirmou que os ataques mostram que a posição de Moscou não mudou, apesar das iniciativas diplomáticas. “Quase imediatamente após uma nova série de conversações, a Rússia lança um ataque. Isso mostra que sua atitude não mudou diante de tudo o que está acontecendo”, disse.

O Ministério da Defesa russo afirmou que seus sistemas de defesa aérea derrubaram 808 drones ucranianos durante a noite, sobre quase 20 regiões da Rússia e a Crimeia, anexada por Moscou. O comunicado informou que houve feridos. Em Belgorod, região russa na fronteira com a Ucrânia, autoridades locais relataram a morte de um homem e ferimentos em outro após ataques de drones.

Witkoff se reuniu com Putin na quarta-feira, 21, em São Petersburgo, depois de conversar com Zelenski em Oslo, na terça-feira. Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump, participou da reunião com Putin por videoconferência. Witkoff descreveu as conversas como “construtivas”, mas disse que ainda há trabalho a fazer.

O conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que Moscou está, “a princípio, disposta a retomar” conversas trilaterais com Kiev e Washington em meados de novembro, depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. Zelenski disse que a Ucrânia também apoia a retomada e que Washington propõe realizar o encontro o mais rápido possível.

Putin declarou que uma eventual conversa trilateral deveria se concentrar em um acordo de paz definitivo, e não em um cessar-fogo temporário. O Kremlin quer que as negociações tratem da segurança no período posterior à guerra. Moscou mantém a exigência de controle sobre todo o Donbass, no leste ucraniano, região que suas forças já ocupam em grande parte; Putin rejeita conversas presenciais com Zelenski.

Após o encontro, Trump afirmou que nunca houve tanta proximidade do fim do conflito, iniciado com a invasão russa em fevereiro de 2022. A promessa de encerrar a guerra em 24 horas foi feita por Trump durante a campanha eleitoral de 2024, mas as negociações conduzidas pelos Estados Unidos não produziram avanços significativos.

Além da possibilidade de conversas entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, Ushakov disse que Putin e Witkoff trataram da preparação de uma cúpula com Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Shenzhen, no próximo mês. O assessor do Kremlin classificou a reunião planejada como a primeira desse tipo na história.

Fontes: Estadão, Valor Econômico, Zero Hora

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