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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Kostiantyn Vlasenko é resgatado da linha de frente por drone

O soldado ucraniano passou meses escondido sob a caldeira de uma escola bombardeada em Kharkiv, ferido e sem as duas pernas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Drone de carga sobrevoa o pátio de uma escola bombardeada, acompanhado por outro aparelho. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Drone de carga sobrevoa o pátio de uma escola bombardeada, acompanhado por outro aparelho.
Resumo em 30 segundos

Kostiantyn Vlasenko foi retirado da linha de frente em 4 de outubro por um drone aéreo, após meses escondido sob a caldeira de uma escola em ruínas na região de Kharkiv. Ferido e sem as duas pernas, ele recebeu suprimentos e instruções para se prender ao veículo. A operação evitou uma retirada por terra, considerada inviável diante dos ataques russos.

Kostiantyn Vlasenko, soldado de infantaria ucraniano, foi resgatado por um drone aéreo em 4 de outubro, depois de passar meses escondido em um buraco sob a caldeira de uma escola bombardeada, na região de Kharkiv. Ferido e sem as duas pernas, ele foi transportado para fora da linha de frente em uma operação descrita como a primeira conhecida desse tipo na guerra da Ucrânia.

Vlasenko integra a 30ª Brigada Mecanizada e foi enviado à linha de frente em maio do ano passado, para atuar com um militar identificado pelo codinome Basky. Os dois recebiam suprimentos por drones e deveriam ser substituídos no outono europeu do ano passado. Os soldados enviados para rendê-los foram mortos no caminho, assim como outros dois militares que tentaram recuperar os corpos.

Em meados de fevereiro, a posição dos dois foi inundada, e eles buscaram abrigo em uma escola em ruínas. Um ataque russo com drone matou Basky, no dia em que ele completava 50 anos, e deixou Vlasenko gravemente ferido. O pé esquerdo do soldado foi dilacerado, e a outra perna também sofreu lesões.

Vlasenko se arrastou até um espaço de cerca de 80 por 60 centímetros sob a caldeira de metal que aquecia a escola. Três meses depois, decidiu amputar o pé direito, cujo osso estava exposto e se arrastava enquanto ele se movia. “Eu já tinha me dado como morto”, disse o soldado, que relatou ter perdido a esperança de sair dali.

Os comandantes de Vlasenko planejaram o resgate com a 92ª Brigada de Assalto e outras unidades. A retirada por terra foi considerada inviável diante da ameaça de drones russos: dois veículos terrestres não tripulados enviados para alcançá-lo foram destruídos.

A operação foi feita com um modelo de drone desenvolvido pela empresa ucraniana Gurzuf Defence, capaz de transportar até 90 quilos por até 25 quilômetros. Um pacote de suprimentos enviado a Vlasenko trouxe o equipamento para que ele se prendesse ao veículo e um telefone com vídeos de instruções. Drones adicionais acompanharam o transporte e atuaram para repelir ataques russos.

O soldado contou que temia cair na água durante o trajeto porque não sabe nadar, embora não se preocupasse com a possibilidade de cair na floresta. Ele foi levado a uma posição fora da linha de frente e está em um hospital em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia.

O caso ocorre em meio ao uso crescente de drones na guerra, tanto para ataques quanto para o envio de suprimentos e operações de resgate. A ameaça desses aparelhos também dificultou o acesso terrestre a Vlasenko e levou as forças ucranianas a buscar uma alternativa aérea para retirá-lo.

Na quarta-feira (21), o Kremlin informou que o presidente russo, Vladimir Putin, concordou em retomar no próximo mês as negociações de paz com a Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu após um encontro em São Petersburgo entre Putin e o enviado especial americano Steve Witkoff. No mesmo dia, a Rússia voltou a realizar bombardeios contra o país vizinho.

Fontes: Gazeta do Povo, O Globo

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