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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Rússia e Ucrânia acertam trégua em cidade ocupada de Oleshky

Cessar-fogo começa em 29 de outubro e deve permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis por um corredor seguro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua danificada em uma cidade ucraniana próxima ao rio Dnipro, com veículo de ajuda humanitária ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua danificada em uma cidade ucraniana próxima ao rio Dnipro, com veículo de ajuda humanitária ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Rússia e Ucrânia concordaram com uma trégua temporária em Oleshky, cidade no sul da Ucrânia ocupada por forças russas. Previsto para começar em 29 de outubro, o cessar-fogo deve facilitar a chegada de ajuda humanitária e a retirada de civis. A Casa Branca atribuiu a iniciativa a Melania Trump e citou a grave situação dos moradores.

A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira (23) que Rússia e Ucrânia concordaram com uma trégua localizada em Oleshky, cidade no sul ucraniano ocupada por forças russas desde fevereiro de 2022. O cessar-fogo deve começar em 29 de outubro e, segundo o governo dos Estados Unidos, permitirá a entrada de ajuda humanitária e a preparação de uma retirada de civis por um corredor seguro.

O acordo prevê a suspensão temporária de todas as ações militares na cidade, informou a Casa Branca. A iniciativa foi atribuída à primeira-dama americana, Melania Trump, que teria acionado canais de comunicação com Moscou e Kiev após conhecer a situação humanitária local.

Melania afirmou que Oleshky está na linha de frente e enfrenta risco de catástrofe. Segundo ela, os moradores que permanecem no município são principalmente idosos que precisam de atendimento médico, remédios, alimentos e água potável. A população também inclui cerca de 50 crianças, de acordo com estimativas divulgadas pelo governo americano.

Oleshky fica às margens do rio Dnipro, em frente a Kherson. Antes da guerra, tinha aproximadamente 24 mil habitantes; agora, estima-se que entre 1.700 e 2.000 pessoas continuem na cidade. A Casa Branca ressalvou que não há um levantamento oficial da população desde 2022.

A crise alimentar se agravou enquanto a cidade permanece próxima à linha de frente. Na sexta-feira passada, o papa Leão XIV conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e manifestou preocupação com a situação humanitária em Oleshky. O pontífice pediu a Moscou que interrompesse ataques para permitir a chegada de alimentos e suprimentos a áreas da Ucrânia.

A Casa Branca afirmou que Melania tomou conhecimento do caso durante uma conversa privada à margem da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A primeira-dama disse ter recorrido aos contatos estabelecidos com os governos russo e ucraniano em negociações anteriores sobre crianças ucranianas levadas pela Rússia. Essas conversas, segundo o comunicado, contribuíram para a reunificação de 34 crianças com suas famílias em seis operações.

O governo americano também relacionou a situação atual à destruição da barragem de Kakhovka, que, segundo a Casa Branca, deixou cerca de 90% do território de Oleshky inundado. A cidade está ocupada desde fevereiro de 2022, quando começou a invasão russa em grande escala, e grande parte dos moradores deixou a região.

Para entender

Oleshky
Cidade no sul da Ucrânia, situada às margens do rio Dnipro e em frente a Kherson. Foi ocupada por forças russas durante a invasão em grande escala iniciada em 2022.

Fontes: Valor Econômico

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