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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Romeu Zema deve depor novamente sobre celular em cabine de votação

A Justiça Eleitoral também ouvirá mesários de Araxá para apurar se orientaram o ex-governador a deixar o aparelho antes de votar.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular sobre uma mesa do lado de fora de uma cabine de votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular sobre uma mesa do lado de fora de uma cabine de votação.
Resumo em 30 segundos

A Justiça Eleitoral determinou que Romeu Zema preste novo depoimento sobre o celular que levou à cabine de votação no primeiro turno, em 4 de outubro. Mesários da seção em Araxá também serão ouvidos. A apuração deve esclarecer se ele foi orientado a deixar o aparelho antes de votar.

A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que Romeu Zema (Novo-MG), ex-governador de Minas Gerais, preste novo depoimento sobre o uso de celular na cabine de votação no primeiro turno da eleição, em 4 de outubro. Mesários da seção em que ele votou, em Araxá (MG), também deverão ser ouvidos para esclarecer se o orientaram a deixar o aparelho antes de entrar na cabine.

Após votar, Zema afirmou que não recebeu advertência dos mesários. Ele disse que levou o celular por hábito e que não o usou para fotografar ou fazer qualquer outra coisa durante a votação. Segundo o ex-governador, levou a cola com os nomes em papel.

A apuração começou depois que o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma ação contra Zema. Em publicação nas redes sociais, ele criticou a medida e relacionou o caso à “Colinha Virtual”, ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ajudar eleitores a consultar previamente os números de seus candidatos. “O TSE cria uma ferramenta chamada ‘Colinha Virtual’, a gente usa e o MPE ajuiza uma ação CRIMINAL contra mim porque usei o celular”, escreveu.

Na mesma publicação, Zema afirmou: “Se eu tivesse roubado um celular e falasse que era pra comprar uma cervejinha estaria tudo bem. Mais um dia de Brasil”. A legislação eleitoral proíbe que o eleitor leve celular, câmera fotográfica, filmadora ou equipamento semelhante para a cabine. A regra busca preservar o sigilo do voto e determina que os aparelhos sejam entregues aos mesários antes de o eleitor se dirigir à urna eletrônica.

No dia da votação, o então presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o descumprimento pode configurar crime e gerar detenção. Ele disse que seria necessário apurar as circunstâncias do caso antes de uma decisão final.

Zema também declarou que carrega o celular o dia todo e que ninguém o lembrou de deixá-lo do lado de fora. “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”, afirmou.

O novo depoimento e a oitiva dos mesários devem esclarecer se houve orientação na seção de Araxá. A proibição do celular na cabine se aplica aos eleitores para impedir registros que possam revelar ou comprovar o voto, mesmo quando o aparelho não é usado para fotografar.

Fontes: Gazeta do Povo

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