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Domingo, 4 de outubro de 2026

Lula e Flávio Bolsonaro votam no primeiro turno das eleições 2026

A pesquisa Quaest divulgada na véspera apontou empate técnico entre os dois; a apuração começa às 17h, após o encerramento da votação.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores chegam a uma escola usada como local de votação no primeiro turno das eleições. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores chegam a uma escola usada como local de votação no primeiro turno das eleições.
Resumo em 30 segundos

Lula votou em São Bernardo do Campo, e Flávio Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no primeiro turno das eleições presidenciais. Os dois comentaram o empate técnico apontado pela pesquisa Quaest. Também votaram outros candidatos à Presidência. O TRE-MG vai apurar a entrada de Romeu Zema com celular na cabine de votação.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência que chegaram ao domingo em empate técnico nas pesquisas, votaram neste domingo (4), no primeiro turno das eleições de 2026. Lula compareceu a uma escola em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e Flávio votou em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os dois disseram estar confiantes no resultado e comentaram a disputa apertada.

A votação do primeiro turno ocorre neste domingo, 4 de outubro. A apuração dos votos começa às 17h, quando se encerra a votação em todo o país. Se nenhum candidato obtiver mais da metade dos votos válidos — aqueles dados a candidatos, excluídos brancos e nulos —, haverá segundo turno entre os dois mais votados, marcado para 25 de outubro.

Na véspera, pesquisa Quaest apontou Lula com 46% e Flávio com 45% dos votos válidos. O levantamento ouviu 3.702 eleitores entre 2 e 3 de outubro e tinha margem de erro de dois pontos percentuais. Com essa margem, os resultados foram classificados como empate técnico. Os candidatos citaram a indefinição ao falar com a imprensa depois de votar.

Flávio chegou à Escola Municipal Barão Homem de Mello às 8h, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e de aliados. Ele afirmou que levantamentos internos da campanha indicavam eleitores de outros candidatos migrando para sua candidatura e pediu um “voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno”. O senador associou o movimento ao voto útil, estratégia em que o eleitor escolhe um candidato com mais chances de avançar para tentar impedir a vitória de outro.

Lula votou na Escola Estadual João Firmino, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, acompanhado do vice na chapa, Geraldo Alckmin, e de aliados. Ao comentar as pesquisas, afirmou que “pesquisa de ontem não vale nada” e disse que o resultado decisivo seria o das urnas. O presidente declarou estar confiante na vitória e descreveu o dia como uma oportunidade de “virar uma página” para o país.

Os candidatos também falaram sobre o Banco Master, tema que ganhou espaço durante a campanha. Lula mencionou o caso ao criticar o cenário político e afirmou que a disputa envolve projetos diferentes para o país. Flávio, por sua vez, criticou impostos e o preço dos alimentos e fez acusações sobre o que poderia ocorrer com a imprensa caso Lula fosse reeleito.

Além dos dois líderes nas pesquisas, votaram neste domingo Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Zema compareceu a uma escola em Araxá, Minas Gerais, e entrou na cabine de votação com um celular. O uso de telefone na cabine é proibido para preservar o sigilo do voto, e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que vai apurar o episódio.

Zema disse que levou o aparelho por hábito e que ninguém o orientou a deixá-lo com os mesários. Negou ter usado o celular ou fotografado a urna e afirmou que anotou os números de seus candidatos em papel. O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que a conduta pode configurar crime eleitoral e que a análise do caso poderá levar em conta eventual denúncia do Ministério Público.

Caiado votou em Nova Crixás, em Goiás, acompanhado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente, e de Daniel Vilela, candidato ao governo estadual. O governador deixou o cargo para concorrer à Presidência e foi substituído por Vilela. Caiado afirmou ter apresentado propostas sobre segurança, juros e economia; questionado sobre apoio em um eventual segundo turno, disse que aguardaria o fim da apuração.

Renan Santos votou na Zona Sul de São Paulo e criticou o voto útil defendido por Flávio. Disse que sua campanha trabalhou para evitar que eleitores de outros candidatos migrassem para o senador e afirmou que a estratégia poderia prejudicar candidaturas menores. Também classificou a eleição como vazia e criticou a falta de debates aprofundados. Augusto Cury votou na capital paulista.

Para entender

Voto útil
Estratégia em que o eleitor escolhe um candidato considerado mais competitivo, em vez de sua primeira opção, para tentar influenciar o resultado da disputa. Em eleições com possibilidade de segundo turno, pode ser usado para favorecer a classificação de um candidato ou evitar a vitória de outro no primeiro turno.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, Valor Econômico

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