Romeu Zema anuncia apoio a candidatos contra o PT no segundo turno
O ex-governador recebeu 0,28% dos votos na eleição presidencial e também celebrou o desempenho do Novo, que afirma ter cumprido a cláusula de barreira.
Resumo em 30 segundos
Romeu Zema recebeu 0,28% dos votos na eleição presidencial de 2026 e declarou que apoiará candidatos contra o PT no segundo turno. O ex-governador também comemorou o desempenho do Novo. A Justiça Eleitoral deve analisar o episódio em que ele entrou com um celular na cabine de votação; Zema disse que não usou o aparelho.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) recebeu 0,28% dos votos na eleição presidencial de 2026 e anunciou que apoiará candidatos contra o PT no segundo turno. Com 98,92% das urnas apuradas, ele comentou o resultado em Belo Horizonte, depois de votar pela manhã em Araxá.
“Com este avanço da direita, os intocáveis devem estar tremendo. Onde tivermos PT no segundo turno, estarei contra o PT”, afirmou Zema. Ele comemorou o desempenho da direita, que, segundo sua avaliação, avançou mais do que indicavam as pesquisas. O ex-governador não citou diretamente Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a segunda etapa da eleição.
Zema também celebrou o resultado do Novo, que, conforme declarou, alcançou os requisitos para cumprir a cláusula de barreira, com a eleição de três senadores e de oito ou mais deputados federais. Em uma publicação nas redes sociais, resumiu: “Missão concluída. Partido Novo atingindo cláusula de barreira e direita fortalecida. Seguiremos. Sempre contra o PT. Meu muito obrigado a todos. Que Deus abençoe o Brasil.”
A cláusula de barreira estabelece critérios de votação e representação parlamentar para que os partidos tenham acesso a recursos públicos e tempo de propaganda eleitoral gratuita. O cumprimento desses requisitos é necessário para que uma legenda mantenha esses benefícios.
A votação de Zema também será analisada pela Justiça Eleitoral. Pela manhã, ele entrou com um celular na cabine de votação, embora as regras eleitorais proíbam o uso de aparelhos eletrônicos no local. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que as circunstâncias precisam ser apuradas antes de uma decisão sobre o episódio.
“Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção”, afirmou Braga, em entrevista coletiva em Belo Horizonte. Segundo ele, o caso deve ser examinado para que o tribunal avalie os detalhes e decida sobre possíveis consequências. Uma eventual responsabilização depende de denúncia formal do Ministério Público.
Questionado sobre o aparelho, Zema disse que o levou por hábito e que ninguém o alertou antes da votação. Ele negou ter usado o celular durante o procedimento e afirmou que levou a “cola” — a anotação com os nomes dos candidatos — em papel. “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo”, declarou.
Para entender
- Cláusula de barreira
- Regra que exige dos partidos um patamar mínimo de votos ou de representação no Congresso para que tenham acesso a recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita.