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Sábado, 24 de outubro de 2026

Redes sociais dominam reta final das eleições presidenciais de 2026

No segundo turno, campanhas de Lula e Flávio acionaram o TSE por conteúdo digital, enquanto a Meta admitiu falhas recorrentes na moderação eleitoral.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa consulta redes sociais no celular diante de um computador durante o período eleitoral. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa consulta redes sociais no celular diante de um computador durante o período eleitoral.
Resumo em 30 segundos

As campanhas de Lula e Flávio levaram ao TSE queixas sobre o alcance de publicações e a atuação de canais no WhatsApp. A Corte cobrou tratamento equivalente às candidaturas, mas ministros evitaram medidas que poderiam favorecer um dos lados. A Meta reconheceu falhas recorrentes na moderação de conteúdo eleitoral no Brasil.

As redes sociais ganharam protagonismo na reta final do segundo turno da eleição presidencial, com as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro levando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) queixas sobre a atuação das plataformas. A Corte cobrou tratamento igual às candidaturas, enquanto a Meta reconheceu falhas recorrentes na moderação de conteúdo eleitoral no Brasil.

A campanha de Lula afirmou que o alcance de suas publicações foi reduzido. A equipe de Flávio, por sua vez, alegou que o canal de WhatsApp “Exército de Lula” violou normas eleitorais. O TSE informou que recebeu um volume recorde de ações nas eleições deste ano, muitas delas relacionadas à distribuição de conteúdo político pelas empresas de tecnologia.

A atuação dos ministros do tribunal foi mais contida no segundo turno do que na primeira etapa da disputa, apesar do aumento de ações das campanhas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não determinou o encerramento do canal “Exército de Lula”, embora pudesse fazê-lo. O vice-presidente, André Mendonça, também não interferiu no acordo entre os candidatos para a divulgação de informações sigilosas.

Nunes Marques e Mendonça ainda desistiram de editar uma regra que impediria a atividade de canais políticos no WhatsApp nas 48 horas anteriores à votação. Uma restrição desse tipo poderia afetar a campanha de Lula, cuja estratégia de mobilização inclui um grupo gerido pelo deputado André Janones.

A contenção ocorreu após manifestações internas de ministros do TSE contrários a decisões que pudessem beneficiar mais uma candidatura. Segundo avaliações de integrantes da Corte, medidas desse tipo poderiam ser derrubadas pelo plenário. Até sexta-feira, 23, o Supremo Tribunal Federal (STF) não havia tomado decisões em sentido contrário às do TSE; no primeiro turno, o tribunal eleitoral acusou o STF de interferência indevida.

A Meta, dona do WhatsApp, Facebook e Instagram, inicialmente atribuiu os problemas a falhas pontuais. Depois, a fiscalização da própria empresa reconheceu que as falhas na moderação de conteúdo sobre eleições se repetiam. A cobrança por isonomia — tratamento equivalente às duas candidaturas — ocorreu durante uma disputa em que as plataformas têm papel central na circulação de mensagens e na recomendação de publicações.

No início da semana, a campanha de Flávio também acompanhou com preocupação uma operação da Polícia Federal contra Humberto Pradera, ex-funcionário do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é suspeito de vazar informações sigilosas de processos ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e também investigado. A operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Na sexta-feira, 23, durante o debate da TV Globo, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Tomaz, mas não adotou medida contra Flávio. Já no debate da Band, no domingo, 18, os candidatos trocaram acusações sobre investigações envolvendo o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva e fraudes do Banco Master. Nenhuma dessas investigações avançou na reta final das campanhas.

Para entender

TSE
O Tribunal Superior Eleitoral é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira. Organiza e fiscaliza as eleições, julga questões eleitorais e estabelece regras para a disputa, dentro dos limites previstos na legislação.
Meta
A Meta Platforms é uma empresa de tecnologia que administra serviços e plataformas digitais, entre eles Facebook, Instagram e WhatsApp. A empresa é responsável pelas políticas e ferramentas de moderação desses serviços.

Fontes: Estadão, Valor Econômico

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