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Sábado, 31 de outubro de 2026

Polymarket vê democratas favoritos nas eleições de meio de mandato

A plataforma estima em 70% a chance de o partido conquistar a Câmara e o Senado na votação de terça-feira, 3 de novembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos ao fundo, com eleitores caminhando nas proximidades. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos ao fundo, com eleitores caminhando nas proximidades.
Resumo em 30 segundos

A Polymarket atribui aos democratas 70% de chance de controlar as duas Casas do Congresso dos Estados Unidos após as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro. As projeções não são pesquisas eleitorais e podem errar. Uma vitória democrata pode ampliar a fiscalização, mas não deve provocar mudanças legislativas rápidas.

A plataforma Polymarket atribui aos democratas 70% de chance de conquistar o controle das duas Casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3). Os resultados podem alterar o equilíbrio de forças no Legislativo durante o restante do mandato do presidente Donald Trump, embora ele mantenha o poder de veto.

Nas projeções da plataforma, o segundo cenário mais provável é a vitória democrata na Câmara dos Representantes e republicana no Senado, com 26%. Separadamente, os democratas têm 94% de probabilidade de conquistar a maioria na Câmara e 71% no Senado. A previsão de manutenção do controle republicano nas duas Casas aparece com 7%.

Os números da Polymarket não são resultados de pesquisas eleitorais: representam probabilidades estimadas pelo mercado de previsões, no qual usuários negociam contratos ligados a acontecimentos futuros. A chance indicada não corresponde à margem de votos esperada. Além disso, essas projeções podem errar: antes da eleição presidencial brasileira, a Kalshi atribuía 80% de probabilidade de vitória a Flávio Bolsonaro, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

A disputa pelo Senado é especialmente relevante porque os republicanos ocupam atualmente 53 das 100 cadeiras, e os democratas precisam obter um saldo positivo de quatro assentos para assumir a maioria. A Polymarket projeta 52 senadores democratas e 46 republicanos, sem que essa contagem represente a composição completa da Casa.

Modelos estatísticos também apontam vantagem democrata. Uma atualização divulgada na sexta-feira (30) pelo Silver Bulletin, site do estatístico Nate Silver, classificou o partido como favorito para retomar a Câmara e como favorito no Senado, com base nas pesquisas estaduais mais recentes. A maioria dos modelos reunidos em um levantamento da Bloomberg estima entre 62% e 79% de chance de controle democrata do Senado.

As apostas ligadas à eleição movimentam cerca de US$ 1,5 bilhão na Kalshi e na Polymarket, segundo análise baseada em dados do site Dune. Mais de uma dúzia de Estados americanos processaram empresas do setor, alegando que as plataformas oferecem uma modalidade ilegal de jogo. CNN, CBS News, CNBC e Dow Jones firmaram parcerias comerciais com essas empresas.

Uma mudança no controle do Congresso pode ampliar a fiscalização sobre empresas e setores econômicos. Gestoras de recursos e fundos de participação destinaram neste ano quase 70% mais em doações a republicanos e aliados do que a democratas, a primeira vez desde 2016 que o setor favorece candidatos republicanos. O presidente-executivo da Blackstone, Steve Schwarzman, doou mais de US$ 33 milhões a republicanos e aliados neste ciclo eleitoral.

Uma vitória democrata nas duas Casas, porém, não significaria necessariamente mudanças rápidas na legislação. Uma avaliação do banco Mirabaud considera provável uma paralisia legislativa até 2029, já que Trump pode vetar projetos, e prevê efeitos limitados para as empresas no curto prazo. Tarifas e sanções dependem menos do Congresso e são, em sua maioria, decisões presidenciais. Uma eventual vitória democrata na eleição presidencial de 2028 poderia recolocar na pauta propostas tributárias, como elevar de 21% para 28% o imposto sobre o lucro das empresas.

Fontes: Valor Econômico

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