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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Midterms de 2026 podem limitar o poder de Trump no Congresso

A votação será em 3 de novembro; democratas precisam ganhar ao menos quatro cadeiras na Câmara e quatro no Senado para assumir o controle das Casas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores caminham em direção ao Capitólio dos Estados Unidos ao entardecer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores caminham em direção ao Capitólio dos Estados Unidos ao entardecer.
Resumo em 30 segundos

Os americanos vão escolher 435 representantes e disputar 35 das 100 cadeiras do Senado nas eleições de meio de mandato. Pesquisas mostram baixa aprovação de Donald Trump e vantagem democrata na preferência para a Câmara. Uma maioria democrata poderia ampliar a fiscalização do governo e abrir caminho para um novo processo de impeachment.

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na terça-feira, dia 3, para escolher os integrantes do Congresso nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O pleito pode reduzir a influência do presidente Donald Trump se os democratas conquistarem a maioria em uma ou nas duas Casas legislativas, hoje controladas pelos republicanos.

Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Na Câmara, os republicanos têm 218 representantes e um deputado independente que integra seu bloco; os democratas ocupam 214 cadeiras, e outras duas estão vagas. Para alcançar a maioria de 218 assentos com a Casa completa, os democratas precisam conquistar ao menos quatro cadeiras além das que têm atualmente.

No Senado, os republicanos têm 53 parlamentares. Os democratas contam com 45 senadores, além de dois independentes alinhados à oposição. Para assumir o controle, a oposição precisa obter um saldo de quatro cadeiras e chegar a 51 dos 100 assentos. Das 35 disputas senatoriais, 33 são regulares e duas são especiais.

As pesquisas indicam uma disputa difícil para Trump, sobretudo na Câmara. A média de levantamentos da CNN divulgada em 27 de outubro apontava que 34% dos americanos aprovavam o presidente e 64% desaprovavam sua gestão. Na preferência nacional para a Câmara, os democratas apareciam à frente dos republicanos por 52% a 43%.

A economia é um dos principais fatores de desgaste. Trump voltou à Casa Branca prometendo conter a inflação e reduzir os preços, mas muitos eleitores não percebem melhora no custo de vida. Pesquisa da Associated Press com o instituto NORC mostrou que 17% aprovavam sua atuação sobre o custo de vida e 26% avaliavam positivamente sua gestão econômica. Já 65% responsabilizavam as políticas do presidente pela permanência dos preços elevados. Entre republicanos, cerca de seis em cada dez desaprovavam sua atuação sobre o custo de vida.

A política externa também ganhou peso na campanha porque seus efeitos chegam ao orçamento das famílias. A guerra contra o Irã pressiona os preços dos combustíveis, enquanto as tarifas comerciais de Trump podem encarecer produtos atingidos pelas medidas. Em eleições legislativas, temas internacionais costumam ter papel menos central, mas a alta de custos os transforma em questão doméstica.

O histórico também pesa contra o partido do presidente. Nas últimas 20 eleições de meio de mandato, o partido no poder ampliou sua bancada na Câmara apenas duas vezes: em 1998, durante a presidência de Bill Clinton, e em 2002, no governo de George W. Bush. Na primeira midterm de Trump, em 2018, os republicanos perderam 41 cadeiras na Câmara, embora tenham aumentado sua bancada no Senado. Em 2006, a impopularidade da Guerra do Iraque contribuiu para a perda republicana do controle das duas Casas.

Uma maioria democrata na Câmara permitiria à oposição controlar a pauta legislativa, realizar investigações e audiências e ampliar a fiscalização do Executivo. Também poderia aumentar a pressão sobre Trump em negociações orçamentárias. Se os democratas conquistarem o Senado, passariam a controlar a tramitação de indicações presidenciais, incluindo nomes para o governo e para cargos de juiz federal. Mesmo com o controle das duas Casas, o Congresso não eliminaria os poderes executivos do presidente.

A vitória democrata na Câmara também poderia abrir caminho para um novo processo de impeachment, mas não levaria automaticamente à destituição. A Câmara pode aprovar uma acusação por maioria simples; para condenar e remover o presidente, são necessários votos de dois terços dos senadores presentes — 67 se todos os 100 participarem. Trump enfrentou dois processos de impeachment no primeiro mandato e foi absolvido pelo Senado em ambos.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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