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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Pesquisa traça perfil dos influenciadores literários no Brasil

Levantamento com mais de 500 criadores aponta que 82,7% são mulheres e 58,9% ainda não monetizam o conteúdo; dados não representam todo o país.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Criadora de conteúdo literário grava uma resenha entre livros, com um celular apoiado em um tripé. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Criadora de conteúdo literário grava uma resenha entre livros, com um celular apoiado em um tripé.
Resumo em 30 segundos

Pesquisa respondida por mais de 500 influenciadores literários entre setembro e outubro mostra um grupo majoritariamente feminino, branco e concentrado no Sudeste. A maioria mantém outro emprego, e 58,9% ainda não ganha dinheiro com as publicações. Instagram é a principal plataforma, e romance é o gênero mais abordado.

Uma pesquisa com mais de 500 criadores de conteúdo literário no Brasil aponta que 82,7% são mulheres e que 58,9% ainda não ganham dinheiro com as publicações. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, foi respondido entre setembro e outubro e descreve o perfil dos influenciadores literários, sem projetar os resultados para todo o país.

O estudo foi idealizado pelos pesquisadores Gabriel Mattos, da Universidade de São Paulo (USP), e Bruna Paiva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Estante Virtual. A iniciativa teve apoio do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), da Câmara Brasileira do Livro (CBL), da Publitik e do PublishNews. Segundo os responsáveis, é o primeiro mapeamento nacional dedicado a esse grupo.

Além da predominância feminina, os participantes são majoritariamente brancos: 73,3% se identificam dessa forma, enquanto 18% são pardos e 7,4%, pretos. A faixa dos 21 aos 30 anos reúne 41,2% dos respondentes. Outros 30,3% têm entre 31 e 40 anos, e 21,4% têm mais de 41.

A concentração regional também é marcante. São Paulo reúne 38,1% dos criadores, seguido pelo Rio de Janeiro, com 16,2%, e por Minas Gerais, com 9%. Mais da metade, 52,3%, mora em uma capital. Em escolaridade, mais de 35% concluíram a graduação, 27,3% têm especialização ou MBA e quase 12% cursaram mestrado ou doutorado.

A criação de conteúdo costuma ser uma atividade paralela: 66,9% mantêm outro emprego, e apenas 6,8% dizem trabalhar exclusivamente como criadores. Só 5% têm essa produção como principal fonte de renda; 30,2% a tratam como complemento. Entre os que recebem por esse trabalho, a publicidade paga é o meio mais citado, por 65,3%, seguida dos programas de afiliados, com 52,6%. As respostas sobre fontes de renda permitiam mais de uma opção.

O levantamento informa que 58,9% dos respondentes que monetizam recebem de R$ 500 a R$ 1 mil por mês. Outros 41,1% declaram valores entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, e 12,7%, acima de R$ 5 mil. Como essas faixas somam mais de 100%, os percentuais não devem ser lidos como categorias exclusivas. A pesquisa também registra que 5,9% não pretendem ganhar dinheiro com a atividade.

A frequência de publicação é alta: mais de 86% publicam pelo menos uma vez por semana. Cerca de um terço, 33,3%, posta diariamente, enquanto 41,6% publica mais de uma vez por semana. O Instagram é a principal plataforma para 63% dos participantes; o TikTok aparece em seguida, com 27,3%, e o YouTube é a plataforma principal de 5%.

Quase metade dos criadores, 48,2%, começou a produzir conteúdo há dois anos ou menos. Mais da metade tem entre mil e 5 mil seguidores, e 9,5% ultrapassam 50 mil. Sobre inteligência artificial, 60,6% afirmam não usar a tecnologia na produção; entre os que usam, as aplicações citadas incluem criação de artes e publicações, elaboração de roteiros e escrita de legendas.

Romance é o gênero mais abordado, mencionado por 61,9% dos respondentes. Fantasia e literatura brasileira contemporânea aparecem empatadas, com 40,7% cada, seguidas por romantasia, com 38,1%. A pergunta permitia múltiplas escolhas, portanto os participantes podiam indicar mais de um gênero.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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