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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Paraguai atrai empresas brasileiras com incentivos fiscais

Cerca de 320 companhias brasileiras se instalaram no país desde 2007; a Lei de Maquila reduz impostos e tarifas para produção voltada à exportação.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Interior de uma fábrica moderna no Paraguai, com máquinas e trabalhadores ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Interior de uma fábrica moderna no Paraguai, com máquinas e trabalhadores ao fundo.
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Incentivos fiscais e aduaneiros, mão de obra e oportunidades de mercado atraem empresas brasileiras ao Paraguai. A Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai estima que cerca de 320 companhias se instalaram no país desde 2007. A Lei de Maquila prevê benefícios para empresas que produzem no Paraguai com foco na exportação.

O Paraguai tem atraído empresas brasileiras interessadas em ampliar suas operações fora do país, em um movimento impulsionado por incentivos fiscais e aduaneiros e pela disponibilidade de mão de obra. Desde 2007, cerca de 320 companhias brasileiras se instalaram no país vizinho, segundo estimativa da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai.

Entre as empresas que abriram operações paraguaias estão Karsten, fabricante de artigos de cama, mesa e banho, Lupo, de moda íntima e meias, e JBS. Um dos mecanismos de incentivo é a Lei de Maquila, que prevê isenções aduaneiras e redução de impostos para empresas que produzem no Paraguai com foco na exportação.

O regime de maquila busca atrair atividades produtivas e exportadoras ao permitir que empresas fabriquem ou prestem serviços no país para atender mercados externos. A redução de custos tributários e alfandegários pode tornar a instalação de unidades mais atraente, embora a decisão de cada companhia também dependa de fatores como mercado, logística, mão de obra e financiamento.

José Alberto Benamor, responsável pelo banco comercial do Citi no Brasil, afirmou que empresas avaliam o Paraguai como um ambiente favorável para operar. Segundo ele, as companhias consideram a possibilidade de reduzir impostos, obter incentivos públicos e contar com profissionais qualificados.

O Citi participará, no começo de novembro, de um evento em Assunção para conversar com investidores e empresários locais. O banco oferece serviços no Paraguai, assim como no Brasil e em mais de 90 países onde atua, e usa essa presença para apoiar companhias brasileiras em processos de internacionalização.

A expansão internacional pode ocorrer em etapas e exigir soluções financeiras diferentes em cada mercado. A Smartfit, por exemplo, começou a crescer na América do Sul, avançou para a América Central e o México e depois entrou no Marrocos. No México, o Citi ajudou a rede de academias a captar US$ 350 milhões no mercado local de dívida desde 2023; a parcela mais recente foi de US$ 157 milhões.

A Marcopolo, fabricante de ônibus de Caxias do Sul (RS), iniciou sua expansão internacional pela Argentina e pela Colômbia e hoje atua nos cinco continentes. Benamor disse que o banco acompanha a empresa desde o início da internacionalização, há cerca de dez anos. Na Argentina, cartas de crédito standby permitiram que o Citi aprovasse o crédito da matriz e estendesse a garantia a subsidiárias, facilitando o acesso a financiamento em mercados onde a empresa ainda era pouco conhecida.

A varejista de pneus Cantu Pneus, de Santa Catarina, também ampliou sua presença no exterior. Depois de adquirir a empresa americana de comércio eletrônico DigiTire, em 2023, entrou no México e abriu um centro de distribuição em maio de 2025. A companhia considera crescer nos Estados Unidos e avalia oportunidades na Colômbia, no Peru, no Chile e na Europa.

Nesta quinta-feira, a Cantu anunciou um investimento de US$ 50 milhões liderado pela International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial. Já a Baterias Moura, de Pernambuco, abriu uma fábrica na Argentina e mantém uma rede de distribuição no Cone Sul. Os exemplos mostram que a expansão regional envolve tanto a instalação de unidades quanto a busca de crédito e apoio financeiro para operar em diferentes países.

Fontes: Estadão

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