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Sábado, 24 de outubro de 2026

Nikki Floris e Bradley Benavides são acusados de mentir ao Congresso

Os ex-agentes do FBI são acusados de dar informações falsas em 2023 sobre a atuação da força-tarefa e o laptop de Hunter Biden.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Laptop fechado e documentos sobre uma mesa em uma sala de audiência do Congresso dos Estados Unidos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Laptop fechado e documentos sobre uma mesa em uma sala de audiência do Congresso dos Estados Unidos.
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Nikki Floris e Bradley Benavides, ex-agentes do FBI, foram acusados de mentir ao Congresso dos Estados Unidos sobre a investigação do laptop de Hunter Biden. A denúncia afirma que mensagens da época contradizem seus depoimentos. Os dois compareceram a um tribunal federal em Washington e contestam as acusações.

Nikki Floris e Bradley Benavides, dois ex-agentes do FBI, foram formalmente acusados nesta sexta-feira (23) de mentir ao Congresso dos Estados Unidos sobre a investigação do laptop de Hunter Biden, filho do ex-presidente Joe Biden. Os dois compareceram pela primeira vez a um tribunal federal em Washington, onde respondem às acusações relacionadas a depoimentos prestados em 2023.

O Departamento de Justiça afirma que Floris e Benavides deram informações falsas sobre a participação da Força-Tarefa de Inteligência Estrangeira (FITF, na sigla em inglês) nas apurações sobre Hunter Biden e sobre o que sabiam a respeito do computador. Os agentes, que eram especialistas em interferência estrangeira em eleições, lideravam a equipe quando o laptop veio a público.

A denúncia sustenta que os depoimentos dos dois foram contrariados por mensagens da época. Os advogados dos acusados pedem que uma audiência seja realizada em breve para contestar as acusações. Em comunicado, os representantes de Floris disseram que ela serviu ao FBI por quase 20 anos e a chamaram de “patriota”. Também afirmaram que a acusação se baseia em declarações de políticos, e não em fatos, e criticaram o momento em que foi apresentada, às vésperas de uma eleição.

O caso remonta à campanha presidencial de 2020. Naquele período, o New York Post publicou arquivos atribuídos a um computador que Hunter Biden teria deixado em uma loja de conserto em Wilmington, no estado de Delaware. O material foi obtido pelo então aliado de Donald Trump Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York.

Os arquivos incluíam documentos relacionados a crimes fiscais e à posse ilegal de armas, pelos quais Hunter Biden foi condenado. Joe Biden concedeu perdão presidencial ao filho ao fim de seu mandato, em 2024. A divulgação do conteúdo também provocou questionamentos sobre possível interferência estrangeira: democratas e republicanos levantaram suspeitas de que a inteligência russa poderia ter tentado influenciar a eleição em favor de Trump.

Criada durante o primeiro governo Trump, a FITF tinha a missão de investigar tentativas de governos estrangeiros de interferir em eleições americanas ou disseminar desinformação. A força-tarefa foi desmantelada em fevereiro de 2025, durante o segundo governo Trump, após críticas de republicanos no Congresso.

As acusações surgem enquanto o diretor do FBI, Kash Patel, revisa operações anteriores de grande repercussão da agência. Os Estados Unidos realizam eleições de meio de mandato em 3 de novembro, quando serão escolhidos parlamentares e autoridades executivas estaduais.

Fontes: O Globo

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