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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Universidade da Carolina do Norte fecha acordo contra antissemitismo

O pacto encerra 18 investigações federais e mantém a universidade apta a disputar verbas públicas, sem exigir reconhecimento de irregularidades ou pagamento de multa.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Prédio da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill visto de um gramado do campus. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Prédio da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill visto de um gramado do campus.
Resumo em 30 segundos

A Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill firmou um acordo com o governo Trump para encerrar 18 investigações federais sobre denúncias de discriminação. A instituição adotará medidas contra o antissemitismo e o uso de critérios raciais em programas acadêmicos, além de enviar relatórios trimestrais ao governo até o fim de 2028.

A Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, firmou nesta segunda-feira (19) um acordo com o governo de Donald Trump para combater o antissemitismo e outras formas de discriminação no campus. Com o entendimento, os departamentos federais de Justiça e Educação encerrarão 18 investigações contra a instituição, que continuará podendo disputar recursos públicos, inclusive para pesquisas.

As apurações começaram após denúncias de discriminação contra estudantes judeus e israelenses e suspeitas de favorecimento racial em processos de admissão. Os casos investigados abrangiam episódios desde 2019. A universidade não precisou reconhecer irregularidades nem pagar multa ou indenização.

Pelo acordo, estudantes, professores e funcionários deverão receber treinamento obrigatório sobre antissemitismo. A instituição também terá de apurar com rapidez denúncias de discriminação e poderá punir organizações estudantis envolvidas em condutas antissemitas ilegais.

As regras ainda proíbem máscaras usadas para esconder a identidade durante manifestações no campus, com exceções por razões médicas ou religiosas. A universidade poderá ampliar a presença policial quando houver ameaças à segurança de estudantes judeus e israelenses.

O compromisso também impede o uso de critérios raciais para favorecer candidatos, distribuir bolsas ou selecionar participantes de programas acadêmicos. A restrição acompanha decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de 2023, que limitou o uso da raça nos processos de admissão universitária.

A instituição deverá enviar relatórios trimestrais ao governo com as denúncias recebidas e as medidas tomadas. A supervisão ficará a cargo de Elizabeth Hall, responsável pela área de conformidade da universidade. As obrigações seguirão em vigor até 31 de dezembro de 2028.

A procuradora-geral adjunta Harmeet Dhillon, da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, afirmou que políticas que “toleram o antissemitismo ou favorecem certos grupos raciais em detrimento de outros” violam o princípio de igualdade perante a lei. Ela elogiou a cooperação da universidade e defendeu que outras instituições adotem medidas semelhantes. Kimberly Richey, autoridade de direitos civis do Departamento de Educação, disse que instituições financiadas pelo governo precisam cumprir as leis federais e garantir ambientes seguros.

Em nota, o reitor Lee Roberts afirmou que o acordo encerra as disputas com o governo sem prejudicar as atividades acadêmicas. “Temos orgulho de resolver essas questões de uma forma que protege nossa missão e reafirma os direitos civis de todos em nossa comunidade”, declarou.

O entendimento faz parte da pressão do governo Trump sobre universidades em resposta a denúncias de antissemitismo e discriminação racial. A iniciativa ocorre após manifestações pró-Palestina em campi universitários em 2024 e acompanha a cobrança da administração para que instituições revejam políticas de diversidade e enfrentem hostilidade contra estudantes judeus.

Fontes: Gazeta do Povo

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