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Sábado, 24 de outubro de 2026

Departamento de Justiça pede veto à certificação da eleição no Alasca

O órgão quer adiar a certificação caso Daniel S. Sullivan perca por margem estreita e pede uma investigação sobre votos destinados ao candidato homônimo.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Cabine de votação e urna em um local de votação no Alasca. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Cabine de votação e urna em um local de votação no Alasca.
Resumo em 30 segundos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Justiça federal que impeça o Alasca de certificar o resultado da eleição para o Senado caso Daniel S. Sullivan perca por margem estreita. Alega que a presença de Daniel J. Sullivan na cédula pode confundir eleitores. A votação está marcada para 3 de novembro.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Justiça federal, nesta quinta-feira, que impeça o Alasca de certificar o resultado da eleição para o Senado caso o republicano Daniel S. Sullivan perca por margem estreita. O órgão argumenta que a presença de outro candidato republicano, Daniel J. Sullivan, na cédula pode confundir eleitores, em uma disputa acirrada contra a democrata Mary Peltola.

A votação está marcada para 3 de novembro. A ação solicita que a certificação aguarde uma investigação para determinar se os votos destinados a Daniel J. Sullivan deveriam ter sido dados ao senador. O pedido não explica como essa apuração seria feita; como o voto é secreto, as cédulas não identificam quem cada eleitor escolheu.

Daniel J. Sullivan é candidato independente, embora esteja registrado como republicano, e não ocupa cargo eletivo. Seu nome difere do do senador pelo sobrenome do meio. As cédulas identificam Daniel S. Sullivan como o senador republicano que busca a reeleição, enquanto Daniel J. Sullivan aparece sem identificação partidária.

A petição afirma que existe “uma possibilidade real” de a semelhança dos nomes levar eleitores que pretendiam apoiar o senador a votar no outro candidato, o que poderia favorecer Peltola. O Departamento de Justiça também sustenta que a confusão poderia comprometer a integridade da certificação. Daniel J. Sullivan negou, em entrevistas, que queira induzir eleitores a erro ou desviar votos do senador.

A Suprema Corte do Alasca autorizou em junho a presença dos dois candidatos na cédula. Nos Estados Unidos, os estados organizam as eleições e definem os procedimentos de votação e contagem, enquanto o Congresso federal estabelece regras eleitorais nacionais. A decisão da corte estadual mantém Daniel J. Sullivan na disputa, apesar da tentativa do governo federal de obter uma intervenção antes da certificação.

A média de pesquisas reunida pelo RealClearPolling aponta Peltola com 49,4% das intenções de voto e Daniel S. Sullivan com 48,2%. A disputa pode influenciar o controle do Senado, que será renovado parcialmente nas eleições legislativas de novembro. Uma vitória democrata no Alasca contribuiria para alterar o equilíbrio de forças na Casa.

O senador afirmou, por meio de sua campanha, que deixará o processo judicial seguir seu curso. A equipe também declarou que os eleitores do estado sabem diferenciar o candidato que disputa a reeleição. Um porta-voz de Peltola, por sua vez, chamou a iniciativa de “ameaça política desprezível para anular uma eleição” e disse que a campanha defenderá o direito dos eleitores do Alasca de votar sem interferência de autoridades de outros estados.

Vanita Gupta, que foi procuradora-geral adjunta dos Estados Unidos durante o governo de Joe Biden, afirmou que não há lei federal que autorize a medida pedida e que a Suprema Corte do Alasca já decidiu que o candidato permanecerá na cédula. Especialistas em direito eleitoral também criticaram a ação. Derek Muller, professor de Direito da Universidade de Notre Dame, escreveu que a iniciativa parece voltada a produzir efeito na divulgação pública, e não a prevalecer no tribunal.

Daniel J. Sullivan registrou sua candidatura em 29 de maio. Segundo o site de campanha, ele já trabalhou no Serviço Florestal dos Estados Unidos e como professor do ensino fundamental. O candidato afirma que pretende derrotar o senador e “colocar o Alasca em primeiro lugar”.

O Alasca usa um sistema de votação por ordem de preferência: o eleitor pode classificar os candidatos, em vez de escolher apenas um. Se ninguém alcançar a maioria na primeira contagem, o candidato com menos votos é eliminado e as preferências seguintes são consideradas, em rodadas, até que um concorrente obtenha maioria. Donald Trump já criticou esse modelo.

A ação ocorre em meio à disputa nacional pelo controle do Congresso nas eleições de novembro. Toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado serão renovados, e pesquisas indicam que os republicanos podem perder uma ou ambas as Casas. O resultado afetaria a capacidade de Trump de aprovar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

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