Miguel Stilwell d’Andrade deixará comando da EDP em abril de 2027
O CEO não buscará um terceiro mandato após 25 anos na empresa; conselho já iniciou a seleção de candidatos internos e externos para a sucessão.
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Miguel Stilwell d’Andrade deixará a presidência executiva da EDP em abril de 2027, ao fim do mandato atual, e não tentará um terceiro período. O conselho iniciou a busca por um sucessor, com apoio de uma consultoria internacional, e aceitará candidatos da empresa e de fora dela. Stilwell seguirá no cargo até a transição.
Miguel Stilwell d’Andrade deixará a presidência executiva da Energias de Portugal (EDP) em abril de 2027, quando termina seu mandato atual, e não disputará um novo período. A companhia informou nesta quarta-feira, 4 de novembro, que iniciou o processo para escolher o próximo presidente-executivo, cargo que Stilwell ocupa desde 2021.
O executivo comunicou ao conselho de administração que não buscará um terceiro mandato. Até o fim do período, permanecerá à frente da empresa e acompanhará a execução do plano de negócios, em coordenação com o conselho para organizar a transição.
Stilwell afirmou que, depois de 25 anos na EDP, considerou que era o momento de sair, após refletir sobre a decisão. Ele também disse que pretende contribuir para que a sucessão ocorra sem sobressaltos e avaliou que a mudança deve preservar a continuidade da estratégia.
A escolha será conduzida pelo conselho, com apoio de uma empresa internacional independente especializada em recrutamento de executivos. O processo ficará aberto a candidatos da própria EDP e de fora da companhia, e a decisão deverá ocorrer antes da assembleia geral de acionistas prevista para abril de 2027.
A saída encerra uma trajetória de 25 anos na empresa, incluindo 15 anos na diretoria. Stilwell descreveu a EDP como uma companhia em situação sólida, com resultados consistentes, balanço robusto e equipe estável. Também afirmou que as perspectivas são promissoras e que as ações se recuperaram.
A EDP se consolidou como um dos principais grupos de energia limpa da Europa. Cerca de 90% da eletricidade que produz vem de fontes renováveis, segundo a empresa. Sua subsidiária EDP Renewables é a quarta maior produtora mundial de energia eólica.
As ações da companhia acumulavam alta superior a 20% no ano e eram negociadas perto do maior valor registrado nas 52 semanas anteriores, conforme os dados divulgados. A transição ocorre enquanto Stilwell ainda supervisiona o plano de negócios em vigor, e o conselho buscará um sucessor para liderar a empresa após o fim do mandato.