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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Carlos Baigorri disputa cargo de número dois na agência da ONU

A eleição para secretário-geral adjunto da UIT será em Doha, no Catar, durante conferência que começa em 11 de novembro; Baigorri deixa a Anatel no dia 4.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Delegados reunidos em uma conferência internacional sobre telecomunicações, com antenas parabólicas ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Delegados reunidos em uma conferência internacional sobre telecomunicações, com antenas parabólicas ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Carlos Baigorri, presidente da Anatel, é o candidato oficial do Brasil ao cargo de secretário-geral adjunto da UIT, o segundo mais alto da organização. A eleição será realizada em Doha, a partir de 11 de novembro. Ele concorre com candidatos das Bahamas e do Bahrein e defende ampliar a atuação da agência em temas digitais.

Carlos Baigorri, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é o candidato oficial do Brasil ao cargo de secretário-geral adjunto da União Internacional de Telecomunicações (UIT). A eleição será realizada em Doha, no Catar, durante uma conferência que começa no dia 11; Baigorri deixará a presidência da Anatel em 4 de novembro.

Se eleito, ele será o primeiro brasileiro a integrar a direção da agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). O posto de secretário-geral adjunto é o segundo mais alto na hierarquia da UIT. Baigorri disputa a vaga com candidatos das Bahamas e do Bahrein, ambos servidores de carreira do organismo.

A votação exige maioria simples dos representantes dos 194 países-membros, que têm o mesmo peso. O Itamaraty escolheu Baigorri para a candidatura no ano passado e mobilizou diplomatas para buscar apoio internacional. O presidente da Anatel afirmou que visitou mais de 20 países durante a campanha e disse estar confiante no resultado.

Criada em 1865 e sediada em Genebra, a UIT coordena aspectos técnicos das telecomunicações internacionais. Entre suas atribuições estão a gestão do espectro de radiofrequências e das órbitas de satélites, além da definição de padrões para tecnologias e redes, como as gerações de internet móvel. Esses parâmetros permitem que equipamentos e sistemas de diferentes países operem de forma compatível.

A candidatura brasileira foi preparada ao longo dos últimos anos, com maior participação da Anatel em fóruns internacionais e reuniões da UIT. Baigorri afirmou que pretende ampliar a presença de países do Sul Global nos quadros da agência, dar mais autonomia aos escritórios regionais e aumentar a transparência sobre o uso do orçamento. Também propõe que a organização acompanhe temas do ambiente digital, como inteligência artificial, segurança cibernética, centros de dados e plataformas digitais.

Outro ponto defendido pelo candidato é a criação de regras internacionais para as grandes constelações de satélites em órbita baixa, como a Starlink. Baigorri afirmou que a regulação não avançou no mesmo ritmo do mercado e apontou riscos de interferências e colisões entre satélites. A UIT administra recursos orbitais e radiofrequências, que são limitados e precisam de coordenação entre países.

A candidatura também se apoia na experiência brasileira em políticas de telecomunicações. Baigorri atribuiu parte da expansão da cobertura no país ao edital do leilão do 5G, que vinculou a participação das empresas a compromissos de investimento, incluindo a ampliação de redes em escolas, rodovias e na região amazônica. Em modelos anteriores, segundo ele, a prioridade era elevar a arrecadação com as licenças.

A Anatel regula e fiscaliza os serviços de telecomunicações no Brasil, enquanto a UIT estabelece referências internacionais para que redes e serviços funcionem entre fronteiras. Baigorri assumiu a presidência da agência brasileira em 2022, depois de uma carreira iniciada na área de regulação. Ele entrou na Anatel em 2009, após aprovação em concurso para especialista em regulação.

Na campanha, Baigorri apresenta o Brasil como um possível intermediador entre países com posições distintas. Ele afirmou que o país mantém diálogo com China e Estados Unidos e que essa capacidade, somada ao conhecimento técnico, pode contribuir para a atuação da UIT. A eleição definirá se o Brasil terá pela primeira vez um representante na cúpula da organização.

Para entender

União Internacional de Telecomunicações
Agência especializada da Organização das Nações Unidas, a UIT coordena aspectos técnicos das telecomunicações entre países. Entre suas atribuições estão a gestão de radiofrequências e recursos orbitais e a definição de padrões que ajudam a garantir a compatibilidade de redes e equipamentos.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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