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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Roni Miranda pode acabar com progressão parcial no RS em 2027

Futuro secretário também defende votação das comunidades escolares sobre a adoção de escolas cívico-militares e quer ampliar o ensino técnico.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Professor conversa com estudantes em uma sala de aula de escola pública. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Professor conversa com estudantes em uma sala de aula de escola pública.
Resumo em 30 segundos

Escolhido por Luciano Zucco para comandar a Educação do Rio Grande do Sul em 2027, Roni Miranda Vieira afirmou que poderá rever a progressão parcial, que permite avançar de ano com reprovação em até quatro disciplinas. Para escolas cívico-militares, defendeu que a decisão final seja votada pelas comunidades escolares.

Roni Miranda Vieira, escolhido pelo governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, para comandar a Secretaria Estadual da Educação a partir de 2027, afirmou nesta terça-feira (3) que poderá encerrar a progressão parcial na rede estadual e defendeu que a adoção de escolas cívico-militares seja submetida à votação das comunidades escolares. Ele assume o cargo em 6 de janeiro, início do novo governo.

A progressão parcial permite que o aluno avance de ano mesmo reprovado em até quatro disciplinas, desde que faça estudos complementares no ano seguinte. A regra foi aplicada em 2025 e 2026 e também está prevista para o próximo ano, conforme portaria publicada em 28 de outubro.

Vieira disse que não é favorável à manutenção de dependências em disciplinas, mas ponderou que reprovar estudantes repetidamente também pode afastá-los da escola. Ele defendeu que a recuperação da aprendizagem ocorra durante o ano letivo, sem que o aluno avance carregando matérias em que não atingiu a média.

O modelo atual prevê estudos complementares no ano seguinte para as disciplinas em que houve reprovação. Já no Paraná, onde Vieira foi secretário da Educação, a progressão parcial não é adotada: estudantes que não alcançam a média em uma disciplina repetem o ano. A proposta do futuro secretário, portanto, pode levar à revisão da regra gaúcha, mas ele não apresentou detalhes sobre como seria uma eventual mudança.

Sobre as escolas cívico-militares, Vieira afirmou que tanto as instituições interessadas quanto o governo poderão propor a adoção do formato. O Executivo também poderá mapear escolas com perfil para o modelo, mas, nos dois casos, a decisão final caberá à comunidade escolar, por meio de votação. A implantação será discutida com Zucco ao longo do ano.

No Paraná, há 395 escolas cívico-militares, segundo Vieira. Ele afirmou que, nesse formato, a gestão continua sob responsabilidade de diretores e professores civis, com militares podendo atuar em funções como a de monitor escolar. O futuro secretário também declarou que a adoção não implicaria mudanças ideológicas nas instituições.

Outra prioridade anunciada é ampliar o ensino técnico no Ensino Médio em tempo integral. A rede estadual já oferece Educação Profissional em todas as escolas com jornada integral desde o início deste ano. Entre as áreas e cursos disponíveis estão Administração, Informática para Internet, Desenvolvimento de Sistemas, Agroindústria, Meio Ambiente e Automação Industrial.

Vieira disse que pretende aproximar a secretaria do setor produtivo para atualizar os currículos conforme as necessidades de cada área. Como exemplo, citou a possibilidade de discutir com empresas a formação necessária para estudantes de cursos de desenvolvimento de sistemas e programação. A proposta é fortalecer a conexão entre a formação técnica oferecida pelas escolas e as demandas do mercado de trabalho.

Fontes: Zero Hora

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