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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Évora instala 36 soluções do Pocityf em prédios históricos

As tecnologias incluem vidros e telhas fotovoltaicas, que geram eletricidade sem mudar a aparência de edifícios protegidos pelo patrimônio histórico.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pátio de edifício histórico em Évora sob uma claraboia de vidro fotovoltaico. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pátio de edifício histórico em Évora sob uma claraboia de vidro fotovoltaico.
Resumo em 30 segundos

Évora instalou 36 soluções de eficiência energética e geração solar em edifícios históricos, como a Câmara Municipal e o Mercado. Entre elas estão vidros fotovoltaicos em claraboias e telhas que produzem energia sem alterar o aspecto dos imóveis. Os resultados integram o projeto europeu Pocityf, que também envolve Alkmaar, na Holanda.

Évora, cidade histórica de Portugal, instalou 36 soluções de eficiência energética e geração solar em edifícios protegidos, sem alterar suas fachadas ou estruturas. As intervenções integram o projeto europeu Pocityf, criado em 2019 para testar formas de tornar cidades mais sustentáveis e preservar o patrimônio histórico; os primeiros resultados do município foram apresentados agora.

A iniciativa da União Europeia recebeu investimento de 20 milhões de euros, cerca de R$ 120 milhões. Évora e Alkmaar, na Holanda, foram escolhidas como cidades-guia para experimentar as soluções. Seis cidades-observadoras, entre elas Granada, na Espanha, e Bari, na Itália, poderão aproveitar a experiência.

O desafio é conciliar a instalação de tecnologias como painéis solares com regras de proteção que limitam mudanças em imóveis históricos. Em Évora, as normas impedem alterações nas fachadas e a colocação de painéis convencionais sobre telhados. O Pocityf desenvolveu alternativas que permitem produzir energia sem modificar a aparência dos edifícios.

Uma delas está na Câmara Municipal, edifício do século 16 que funciona como prefeitura. Vidros fotovoltaicos — materiais que captam a luz solar e a convertem em eletricidade — foram instalados no pátio central, formando uma claraboia. Fabricados sob medida em silício amorfo, eles preservam a iluminação e a estrutura do local, que também abriga ruínas romanas.

O edifício foi construído quando Évora vivia um período de destaque. A cidade, na região do Alentejo, chegou a receber um complexo palaciano construído pelo rei D. Manuel I. O prédio atual da Câmara ocupa o antigo Palácio dos Duques de Sortelha, uma residência nobre organizada em torno de um pátio.

A mesma tecnologia foi aplicada no Mercado Municipal, construído em 1880 para reunir comerciantes que vendiam em diferentes pontos da cidade. A estrutura de ferro e vidro, característica da arquitetura do fim do século 19, permitiu integrar a claraboia fotovoltaica ao edifício sem mudar seu desenho.

Outra solução testada na Câmara Municipal são telhas fotovoltaicas, que substituem materiais convencionais e geram energia sem alterar o aspecto do telhado. João Cravinho, coordenador do Pocityf, afirmou que proprietários de imóveis privados já demonstraram interesse pelo material. Segundo ele, a tecnologia pode viabilizar reformas em edifícios protegidos e ajudar a reduzir gastos com eletricidade.

Telhas e vidros também passaram a ser usados em coberturas que conectam prédios históricos e fornecem energia às edificações. O projeto inclui ainda estacionamentos com coberturas solares, mais pontos de recarga para carros elétricos e medidas para reduzir as emissões do transporte coletivo.

Na apresentação dos resultados iniciais, Cravinho afirmou que Évora e Alkmaar ampliaram juntas em 100 megawatts a geração fotovoltaica e reduziram em 35% as emissões de carbono, sem modificar o visual dos imóveis históricos. O projeto também busca envolver os moradores e estimular um mercado de equipamentos de energia sustentável adaptados a cidades antigas.

Évora é reconhecida pela concentração de vestígios de diferentes períodos históricos. A cidade integra o patrimônio mundial da Unesco desde 1986, e as restrições de preservação tornam o município um campo de teste para tecnologias que possam ser reproduzidas em outros locais com regras semelhantes.

Para entender

Pocityf
Projeto de inovação urbana da União Europeia criado para testar soluções que ajudem cidades a produzir energia e reduzir emissões, preservando o patrimônio histórico. Évora, em Portugal, e Alkmaar, na Holanda, foram escolhidas para testar as tecnologias; outras cidades acompanham a experiência.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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