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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Marcopolo registra lucro de R$ 187 milhões no terceiro trimestre

A receita caiu 8,5% na comparação anual, pressionada pela redução das entregas no exterior; exportações feitas a partir do Brasil cresceram 3%.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carrocerias de ônibus em uma linha de produção industrial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carrocerias de ônibus em uma linha de produção industrial.
Resumo em 30 segundos

A Marcopolo lucrou R$ 187 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda anual de 42,2%. A receita recuou 8,5%, para R$ 2,29 bilhões, com retração mais forte nas operações internacionais. As exportações produzidas no Brasil avançaram 3%, enquanto a produção nacional de carrocerias caiu 7,1%.

A Marcopolo teve lucro líquido de R$ 187 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 42,2% em relação ao mesmo período de 2025. A fabricante de carrocerias para ônibus registrou receita de R$ 2,29 bilhões entre julho e setembro, recuo anual de 8,5%, em meio à redução das entregas em mercados internacionais.

A companhia atribuiu a retração principalmente às operações no México, na Argentina e na África do Sul. A receita obtida no exterior caiu 21,4%, para R$ 703,2 milhões, enquanto a receita no Brasil recuou 2,5%, para R$ 1,21 bilhão. Já as exportações feitas a partir do Brasil avançaram 3% e somaram R$ 377,8 milhões.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 274,1 milhões, 34,7% abaixo do registrado um ano antes. O indicador mede o resultado operacional antes de despesas financeiras, impostos e efeitos contábeis de depreciação e amortização. O resultado financeiro líquido permaneceu positivo, mas diminuiu de R$ 33 milhões no terceiro trimestre de 2025 para R$ 15,3 milhões neste ano.

Em comunicado que acompanhou o balanço, a Marcopolo afirmou que a queda nas entregas internacionais reduziu a eficiência operacional. A empresa também apontou menor eficiência fabril no Brasil, associada à retração de entregas de micro-ônibus e ônibus urbanos, além do efeito da valorização do real diante do dólar sobre a rentabilidade das exportações.

A fabricante acrescentou que os custos de matérias-primas subiram mais do que o previsto quando os veículos foram vendidos. Segundo a companhia, esses fatores pressionaram tanto a margem bruta quanto o Ebitda. A margem bruta corresponde à parcela da receita que resta após os custos diretamente ligados à produção dos produtos vendidos.

A produção brasileira de carrocerias para ônibus totalizou 6.740 unidades no trimestre, diminuição de 7,1% na comparação anual. Ao fim de setembro, a dívida líquida da empresa era de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, ante R$ 1,81 bilhão no encerramento de junho.

A divulgação do resultado mostra que a receita internacional foi o principal ponto de retração entre as operações informadas, enquanto as exportações produzidas no Brasil tiveram crescimento. A companhia não detalhou, no comunicado citado no balanço, projeções para os próximos trimestres.

Fontes: Valor Econômico

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