Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

María Corina Machado defende eleições na Venezuela em 2027

Na primeira entrevista coletiva após voltar do exílio, a opositora agradeceu a Donald Trump pela captura de Nicolás Maduro em janeiro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: María Corina Machado fala em uma entrevista coletiva em Caracas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: María Corina Machado fala em uma entrevista coletiva em Caracas.
Resumo em 30 segundos

María Corina Machado defendeu a realização de eleições presidenciais na Venezuela em 2027 e disse que voltou ao país para mobilizar a sociedade. Ela agradeceu a Donald Trump pela captura de Nicolás Maduro, comentou negociações entre governo interino e parte da oposição e cobrou transparência sobre um acordo relacionado às reservas de petróleo.

A líder opositora venezuelana María Corina Machado agradeceu nesta quinta-feira (29), em Caracas, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela captura de Nicolás Maduro em janeiro. Em sua primeira entrevista coletiva desde que voltou ao país, no domingo, após dez meses de exílio, ela disse que a ação abriu caminho para a liberdade da Venezuela e defendeu eleições presidenciais em 2027.

Machado afirmou que retornou para mobilizar a sociedade em preparação para a votação. Segundo ela, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apresentou uma sequência de medidas para conduzir o país a uma transição democrática, com eleições no próximo ano. “A data da eleição é a data da libertação”, disse.

Mais cedo, a presidente interina Delcy Rodríguez declarou que haverá eleições limpas, mas não informou quando. Ela afirmou que serão realizados os pleitos previstos na Constituição e que a votação ficará a cargo de uma autoridade eleitoral renovada.

A oposição contestou o resultado da eleição presidencial de 2024, na qual Maduro se proclamou reeleito. Machado foi impedida de concorrer naquele pleito e apoiou Edmundo González, que reivindicou a vitória. A líder opositora deixou a Venezuela em 2025 para receber o Nobel da Paz e passou dez meses no exílio.

Machado também comentou as negociações entre representantes do governo interino e um setor da oposição, iniciadas em agosto com apoio dos Estados Unidos. Ela disse que seu grupo não participa das conversas, mas espera que elas avancem. Entre os resultados que, segundo ela, devem ser alcançados estão a escolha de um novo Tribunal Supremo de Justiça e a renovação do Conselho Nacional Eleitoral, órgão responsável pela organização das eleições.

A dirigente questionou ainda a transparência de um acordo firmado em agosto entre o governo interino e o governo Trump, que concederia aos Estados Unidos o controle de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas, cerca de 20% do total. Machado disse não ter visto o contrato e afirmou que os venezuelanos deveriam conhecer os detalhes dos acordos feitos no país.

O acordo não foi divulgado oficialmente. A operação, segundo as informações publicadas sobre o contrato, está a cargo da North American Blue Energy Partners (Nabep), comandada pelo empresário Alejandro Betancourt.

Na coletiva, Machado também afirmou que nunca conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse manter contato frequente com outros líderes latino-americanos e avaliou que a falta de diálogo com Lula não ocorreu por falta de interesse de sua parte.

Fontes: Zero Hora, Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também