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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Marco Rubio avalia deixar governo Trump após derrota republicana

Nas eleições de meio de mandato dos EUA em 2026, os democratas conquistaram maioria no Congresso; a Casa Branca nega que Rubio tenha decidido sair.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sede do Congresso cuja composição mudou após as eleições. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sede do Congresso cuja composição mudou após as eleições.
Resumo em 30 segundos

Após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, relatos apontaram que Marco Rubio avalia deixar o governo Trump. A Casa Branca e o Departamento de Estado negaram que ele tenha discutido uma renúncia. Rubio afirmou que pretende permanecer na administração até o fim, sem anunciar uma decisão ou data para eventual saída.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avalia deixar o governo de Donald Trump após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). A Casa Branca e o Departamento de Estado negaram nesta quinta-feira (5) que ele tenha discutido uma renúncia; Rubio não anunciou uma decisão nem há data prevista para uma eventual saída, segundo relatos atribuídos a fontes do governo.

Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto para assuntos públicos globais, classificou as notícias como falsas e afirmou que Rubio seguirá no governo. “O secretário não discutiu a possibilidade de deixar o cargo e continuará a servir com orgulho no governo do presidente Trump”, disse Johnson. Rubio também afirmou em entrevista que seu plano era permanecer na administração “até o fim”.

As eleições de meio de mandato, conhecidas nos Estados Unidos como midterms, ocorrem no meio do mandato presidencial. Em 2026, os eleitores foram às urnas na terça-feira (3) para escolher representantes para o Congresso, além de cargos estaduais e locais. A votação determina a composição da Câmara dos Representantes e do Senado e pode mudar o equilíbrio de poder em Washington.

Os democratas conquistaram a maioria nas duas casas do Congresso. Na Câmara, já superaram 250 cadeiras, de um total de 435. No Senado, devem ter ao menos 54 das 100 vagas, mas a contagem ainda depende dos resultados no Mississippi e no Alasca. No Mississippi, a disputa entre o democrata Scott Colom e a republicana Cindy Hyde-Smith está acirrada; no Alasca, há uma disputa judicial em andamento.

A mudança de maioria pode dificultar a agenda de Trump e ampliar a fiscalização do governo. A Câmara tem a prerrogativa de iniciar debates orçamentários, e a oposição poderá conduzir investigações sobre integrantes da administração. A maioria no Senado também influencia a tramitação de projetos e a confirmação de nomeações presidenciais.

Uma eventual saída de Rubio antes de janeiro permitiria a Trump indicar um substituto antes de os democratas assumirem o controle do Senado. A possibilidade de afastamento também é associada, nos relatos, às perspectivas políticas de Rubio para 2028, quando poderá haver disputa pela indicação republicana à Presidência. O vice-presidente J.D. Vance é outro nome citado como possível sucessor político de Trump.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou nesta quinta-feira que o novo Congresso buscará responder às preocupações dos eleitores com “custos, caos e corrupção”, com ou sem cooperação do presidente.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Conhecidas nos Estados Unidos como midterms, são eleições realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem representantes para o Congresso e podem votar também em cargos estaduais e locais. O resultado define a composição do Legislativo federal até as eleições seguintes.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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