Marco Rubio avalia deixar governo Trump após derrota republicana
Nas eleições de meio de mandato dos EUA em 2026, os democratas conquistaram maioria no Congresso; a Casa Branca nega que Rubio tenha decidido sair.
Resumo em 30 segundos
Após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, relatos apontaram que Marco Rubio avalia deixar o governo Trump. A Casa Branca e o Departamento de Estado negaram que ele tenha discutido uma renúncia. Rubio afirmou que pretende permanecer na administração até o fim, sem anunciar uma decisão ou data para eventual saída.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avalia deixar o governo de Donald Trump após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). A Casa Branca e o Departamento de Estado negaram nesta quinta-feira (5) que ele tenha discutido uma renúncia; Rubio não anunciou uma decisão nem há data prevista para uma eventual saída, segundo relatos atribuídos a fontes do governo.
Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto para assuntos públicos globais, classificou as notícias como falsas e afirmou que Rubio seguirá no governo. “O secretário não discutiu a possibilidade de deixar o cargo e continuará a servir com orgulho no governo do presidente Trump”, disse Johnson. Rubio também afirmou em entrevista que seu plano era permanecer na administração “até o fim”.
As eleições de meio de mandato, conhecidas nos Estados Unidos como midterms, ocorrem no meio do mandato presidencial. Em 2026, os eleitores foram às urnas na terça-feira (3) para escolher representantes para o Congresso, além de cargos estaduais e locais. A votação determina a composição da Câmara dos Representantes e do Senado e pode mudar o equilíbrio de poder em Washington.
Os democratas conquistaram a maioria nas duas casas do Congresso. Na Câmara, já superaram 250 cadeiras, de um total de 435. No Senado, devem ter ao menos 54 das 100 vagas, mas a contagem ainda depende dos resultados no Mississippi e no Alasca. No Mississippi, a disputa entre o democrata Scott Colom e a republicana Cindy Hyde-Smith está acirrada; no Alasca, há uma disputa judicial em andamento.
A mudança de maioria pode dificultar a agenda de Trump e ampliar a fiscalização do governo. A Câmara tem a prerrogativa de iniciar debates orçamentários, e a oposição poderá conduzir investigações sobre integrantes da administração. A maioria no Senado também influencia a tramitação de projetos e a confirmação de nomeações presidenciais.
Uma eventual saída de Rubio antes de janeiro permitiria a Trump indicar um substituto antes de os democratas assumirem o controle do Senado. A possibilidade de afastamento também é associada, nos relatos, às perspectivas políticas de Rubio para 2028, quando poderá haver disputa pela indicação republicana à Presidência. O vice-presidente J.D. Vance é outro nome citado como possível sucessor político de Trump.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou nesta quinta-feira que o novo Congresso buscará responder às preocupações dos eleitores com “custos, caos e corrupção”, com ou sem cooperação do presidente.
Para entender
- Eleições de meio de mandato
- Conhecidas nos Estados Unidos como midterms, são eleições realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem representantes para o Congresso e podem votar também em cargos estaduais e locais. O resultado define a composição do Legislativo federal até as eleições seguintes.