Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Lulinha aparece em fotos de viagens ao lado de Roberta Luchsinger

Os dois são investigados pela PF por suspeita de tráfico de influência; as defesas negam irregularidades, enquanto a corporação pediu mais prazo para apurações.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jato particular estacionado em um aeroporto, com duas pessoas ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jato particular estacionado em um aeroporto, com duas pessoas ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Imagens divulgadas nesta quarta-feira mostram Lulinha ao lado da lobista Roberta Luchsinger em viagens, inclusive a bordo de um jato. Os dois são investigados pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência e negam irregularidades. A PF pediu ao STF mais prazo para concluir duas investigações sobre a dupla.

Imagens divulgadas nesta quarta-feira mostram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagens ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Os dois são investigados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência na intermediação de contratos com o governo e negam irregularidades.

Uma das fotografias os retrata a bordo de um jato Embraer Praetor 600, avaliado em mais de US$ 20 milhões. O registro teria sido feito durante uma viagem à Finlândia, no início do ano passado. Outra imagem mostra Lulinha e Roberta ao lado do empresário Marcelo Checon, proprietário da MChecon Design e Cenografia, em uma comemoração.

A empresa de Checon atua no setor de eventos e firmou 13 contratos novos com o governo federal nos últimos três anos. Nesse período, seu faturamento cresceu 323 vezes, chegando a R$ 63 milhões.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou que as viagens ocorreram por causa da amizade entre seu cliente e Roberta. Ele negou qualquer irregularidade e contestou a hipótese de responsabilizar a empresária por atos do filho do presidente. “Essa suposta estratégia de atribuir responsabilidade à Roberta não procede. É especulação. É uma tentativa sórdida de criar uma intriga entre amigos”, declarou.

Carvalho também disse que, na avaliação da defesa, não há crime nem ato de ofício que sustente uma acusação e classificou as diligências como “pesca probatória” — expressão usada para criticar uma investigação que, segundo a defesa, busca provas sem um alvo definido. A defesa de Roberta também foi procurada, mas não há manifestação dela mencionada sobre as imagens.

No início de outubro, a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir duas investigações que envolvem Lulinha e Roberta. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator dos dois inquéritos. Uma terceira apuração sobre a dupla está sob relatoria do ministro Flávio Dino.

A corporação informou que ainda precisa concluir diligências e solicitou à área técnica dados sobre vínculos societários e movimentações bancárias de Lulinha, além de registros de agendas dele e de outros investigados em órgãos públicos. Também pediu o levantamento de viagens dos alvos no Brasil e no exterior. O prazo inicial para as duas investigações era de 60 dias.

Em nota, a defesa de Lulinha chamou o pedido de prorrogação de “mais clara e genuína expressão” de pesca probatória. No sábado, Roberta disse que Lulinha se reunia “semanalmente” com ministros do governo e afirmou ter a intenção de fazer uma delação premiada. Ela também declarou que se sente usada como “boi de piranha” nas apurações.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também