Governo antecipa Bolsa Família de outubro antes do segundo turno
Os depósitos serão concentrados em três dias nesta semana. O piso mensal sobe de R$ 600 para R$ 691, e a mudança também vale para novembro e dezembro.
Resumo em 30 segundos
Os pagamentos de outubro do Bolsa Família serão feitos em três dias nesta semana, antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. O benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691. A antecipação também será aplicada aos pagamentos de novembro e dezembro, sem alterar os critérios de acesso ao programa.
O governo antecipou para esta semana os pagamentos de outubro do Bolsa Família e concentrará os depósitos em três dias, antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Com o cronograma alterado, as famílias também receberão antes da votação o benefício com o novo piso mensal de R$ 691 por família, acima dos R$ 600 anteriores.
Pelo calendário original, os pagamentos seriam feitos ao longo de um período que terminaria no dia 30, depois do segundo turno. O governo informou que a antecipação também será aplicada aos pagamentos de novembro e dezembro. A medida foi anunciada como preventiva para reduzir os efeitos do super El Niño sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
O reajuste de 15% foi anunciado em setembro. O novo valor mínimo é formado pela soma dos benefícios destinados a cada integrante da família e, quando essa soma não alcança R$ 691, por um complemento que eleva o pagamento até o piso. Há ainda parcelas adicionais para situações específicas, como famílias com gestantes ou crianças pequenas.
O Bolsa Família é destinado a famílias cuja renda mensal por pessoa seja de até R$ 218. Para calcular a renda per capita, soma-se o que todos os moradores recebem e divide-se o total pelo número de integrantes. Por exemplo, uma família de oito pessoas com renda total de R$ 1.621 tem renda de R$ 202,62 por pessoa, abaixo do limite do programa.
O reajuste foi estabelecido por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; Dario Durigan, da Fazenda; e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social. Documentos do Ministério do Planejamento estimaram custo de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O Ministério do Desenvolvimento Social informou que não produziu parecer formal próprio para subsidiar a medida e afirmou que ela resultou de uma construção conjunta entre órgãos do governo.
A antecipação altera as datas de recebimento, mas não muda os critérios de acesso ao programa. O calendário organiza os depósitos em datas diferentes para os beneficiários; a alteração anunciada abrange os pagamentos dos três últimos meses do ano. O reajuste, por sua vez, incide sobre os valores do benefício, com o piso por família elevado para R$ 691.