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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Governo antecipa Bolsa Família de outubro antes do segundo turno

Os depósitos serão concentrados em três dias nesta semana. O piso mensal sobe de R$ 600 para R$ 691, e a mudança também vale para novembro e dezembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Família brasileira reúne-se à mesa de casa para organizar as finanças e as compras do mês. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Família brasileira reúne-se à mesa de casa para organizar as finanças e as compras do mês.
Resumo em 30 segundos

Os pagamentos de outubro do Bolsa Família serão feitos em três dias nesta semana, antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. O benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691. A antecipação também será aplicada aos pagamentos de novembro e dezembro, sem alterar os critérios de acesso ao programa.

O governo antecipou para esta semana os pagamentos de outubro do Bolsa Família e concentrará os depósitos em três dias, antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Com o cronograma alterado, as famílias também receberão antes da votação o benefício com o novo piso mensal de R$ 691 por família, acima dos R$ 600 anteriores.

Pelo calendário original, os pagamentos seriam feitos ao longo de um período que terminaria no dia 30, depois do segundo turno. O governo informou que a antecipação também será aplicada aos pagamentos de novembro e dezembro. A medida foi anunciada como preventiva para reduzir os efeitos do super El Niño sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O reajuste de 15% foi anunciado em setembro. O novo valor mínimo é formado pela soma dos benefícios destinados a cada integrante da família e, quando essa soma não alcança R$ 691, por um complemento que eleva o pagamento até o piso. Há ainda parcelas adicionais para situações específicas, como famílias com gestantes ou crianças pequenas.

O Bolsa Família é destinado a famílias cuja renda mensal por pessoa seja de até R$ 218. Para calcular a renda per capita, soma-se o que todos os moradores recebem e divide-se o total pelo número de integrantes. Por exemplo, uma família de oito pessoas com renda total de R$ 1.621 tem renda de R$ 202,62 por pessoa, abaixo do limite do programa.

O reajuste foi estabelecido por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; Dario Durigan, da Fazenda; e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social. Documentos do Ministério do Planejamento estimaram custo de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22,7 bilhões em 2027. O Ministério do Desenvolvimento Social informou que não produziu parecer formal próprio para subsidiar a medida e afirmou que ela resultou de uma construção conjunta entre órgãos do governo.

A antecipação altera as datas de recebimento, mas não muda os critérios de acesso ao programa. O calendário organiza os depósitos em datas diferentes para os beneficiários; a alteração anunciada abrange os pagamentos dos três últimos meses do ano. O reajuste, por sua vez, incide sobre os valores do benefício, com o piso por família elevado para R$ 691.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, Valor Econômico

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