Lula anuncia Pé-de-Meia Universitário, mas não detalha regras
A proposta foi apresentada após a eleição, mas ainda não informa valor, critérios de participação ou quando começaria; também não esclarece a relação com o Prouni.
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Lula anunciou que pretende criar o Pé-de-Meia Universitário em seu quarto mandato, mas não apresentou regras, valores ou calendário. Também não esclareceu se o benefício será exclusivo para licenciaturas ou incluirá outros cursos, nem se poderá ser acumulado com o Prouni. A implementação dependerá de decisões futuras sobre o formato e o financiamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste domingo (25), em São Paulo, que pretende criar o Pé-de-Meia Universitário em seu quarto mandato. O programa foi apresentado como uma iniciativa de apoio financeiro a estudantes, mas Lula não detalhou quem poderá participar, quanto será pago nem quando começaria.
“Vamos universalizar o Pé de Meia para o ensino médio e criar o Pé de Meia universitário”, afirmou Lula em discurso feito em um hotel na região da Avenida Paulista, após vencer a eleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele também prometeu ampliar a oferta de escolas de tempo integral até alcançar a universalização.
A fala indica que a nova modalidade seria voltada a estudantes do ensino superior, mas não esclarece se ficará restrita a cursos de licenciatura ou se incluirá bacharelados e outras formações. Também não houve anúncio sobre inscrição, critérios de renda, instituições participantes ou valores. Assim, ainda não há como determinar se o benefício poderá ser acumulado com bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni).
O Pé-de-Meia já existente é uma política de incentivo financeiro para estudantes do ensino médio público. A proposta universitária, porém, foi apresentada sem regras ou calendário. A implementação dependerá de medidas futuras do governo, que ainda precisa definir o desenho do programa e como ele será financiado.
Lula disse que pretende discutir a composição e as prioridades do governo nos dois meses seguintes. Afirmou que quer conversar com empresários, educadores e cientistas e que trabalhará com o Congresso. O presidente eleito reconheceu que o Legislativo terá maioria conservadora e declarou que buscará condições para governar em conjunto com os parlamentares.
Além da educação, o discurso incluiu promessas de investimento nas economias digital, verde e criativa, de desenvolvimento de uma inteligência artificial brasileira e de atenção à saúde, às mulheres e aos idosos. Lula também defendeu a continuidade de mudanças no Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmou que respeitará a liberdade religiosa.
O presidente disse que pretende fazer “o melhor mandato que um presidente já fez neste país”. Ele completará 81 anos em dois dias e afirmou estar com saúde para cumprir o novo período no cargo.