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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Renan Santos liga derrota de Flávio Bolsonaro à rejeição ao bolsonarismo

Em vídeo após a reeleição de Lula em 2026, o fundador do MBL atribuiu a vitória à rejeição aos Bolsonaro; Caiado reconheceu a decisão das urnas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Homem fala em um estúdio diante de uma bandeira brasileira desfocada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Homem fala em um estúdio diante de uma bandeira brasileira desfocada.
Resumo em 30 segundos

Renan Santos afirmou que Lula venceu a eleição de 2026 não por ter feito um bom governo, mas pela rejeição à família Bolsonaro e ao bolsonarismo. O fundador do MBL criticou a estratégia política da direita. Ronaldo Caiado reconheceu o resultado, enquanto Romeu Zema contestou o processo eleitoral.

Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato à Presidência pelo Missão, atribuiu neste domingo a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) à postura da família Bolsonaro e de seus aliados. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que apoiou Flávio no segundo turno, reconheceu o resultado e afirmou que a maioria decidiu a eleição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan disse que Lula venceu não por ter feito um bom governo, mas pela rejeição ao bolsonarismo. Ele classificou a gestão petista como fraca e defendeu que a direita deixe de associar sua identidade política ao apoio aos Bolsonaro.

“Uma vitória que não foi construída em cima de um governo bom. O governo Lula foi um governo fraco. Uma vitória que foi construída em cima da arrogância da família Bolsonaro e dos membros daquilo que a gente chama de bolsonarismo”, afirmou.

Renan também criticou a ênfase em vídeos, danças e números de visualizações nas redes sociais, que, segundo ele, não se converteu em apoio eleitoral suficiente. Para o ex-candidato, essa estratégia afastou eleitores que antes votavam contra o PT, mas agora preferiram Lula por rejeitar um novo governo Bolsonaro. “Você não vai conseguir vencer o PT desse jeito. Mentindo pro eleitor, dançando, votando em corrupto”, disse.

Como referência para a oposição ao PT, Renan mencionou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que derrotou Lula no primeiro turno em 1994 e 1998. Ele defendeu uma atuação política respeitosa com os adversários, em contraste com o comportamento que atribui ao bolsonarismo.

No dia da votação, Renan não declarou apoio a Lula nem a Flávio e afirmou que não votaria em nenhum dos dois. O partido Missão manteve neutralidade oficial no segundo turno, deixando a escolha a seus filiados e eleitores. Renan também havia dito que a candidatura de Flávio representava risco de concentração de poder e que Lula teria dificuldades para aprovar mudanças mais profundas no Congresso, como propostas de emenda à Constituição (PECs).

Em entrevista coletiva em Goiânia, Caiado disse que defendia uma renovação política, mas reconheceu a decisão das urnas. “Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração”, afirmou. O vice-governador goiano, Daniel Vilela (MDB), também reconheceu o resultado e disse esperar que Lula governe com responsabilidade fiscal e sem retaliações a estados comandados por adversários.

Vilela afirmou que o governo de Goiás continuará cobrando da União recursos e repasses para atender às demandas estaduais. Já o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), que disputou o primeiro turno e declarou apoio a Flávio em 8 de outubro, ainda não havia se manifestado sobre o resultado.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) contestou o processo eleitoral. Em publicação, comparou a disputa a um “golpe à la Venezuela”, chamou a eleição de “a eleição mais mentirosa” que já viu e criticou o próximo governo petista.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo

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