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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Lula vence Flávio Bolsonaro e é reeleito para quarto mandato

O petista recebeu 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% do senador do PL, e reverteu a desvantagem que tinha no primeiro turno.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lula em um evento público, diante de um microfone e de uma plateia desfocada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lula em um evento público, diante de um microfone e de uma plateia desfocada.
Resumo em 30 segundos

Lula foi reeleito presidente com 51,7% dos votos válidos, mais de 4 milhões de votos à frente de Flávio Bolsonaro. O resultado reverteu a vantagem do senador no primeiro turno. A votação teve abstenção menor na segunda etapa e foi estendida até as 19h em seções que ainda estavam abertas quando a decisão foi anunciada.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial neste domingo, 25 de outubro, e foi reeleito para um quarto mandato como presidente da República. Ele recebeu 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença superior a 4 milhões de votos.

A vitória marcou uma virada em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro: Lula havia ficado atrás de Flávio e se tornou o primeiro candidato a superar essa desvantagem e vencer a disputa. A participação também mudou entre as duas etapas: a abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo.

A campanha petista se mobilizou após o resultado inicial, com manifestações de rua e uma estratégia digital coordenada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A disputa foi marcada por ataques entre os dois campos, e o resultado mantém o país dividido politicamente. Flávio contestou a derrota, em vez de reconhecer a vitória de Lula.

O novo mandato começará em meio à necessidade de diálogo com um Congresso em que o PL terá presença expressiva. O partido de Flávio conquistou 121 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e 28 das 81 vagas do Senado. Esse cenário torna a articulação entre o Executivo e o Legislativo central para a aprovação de medidas e a construção de acordos.

A votação também foi marcada por uma decisão sobre o horário de encerramento em locais onde eleitores enfrentaram problemas de deslocamento. As campanhas de Lula e Flávio pediram a prorrogação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, tinha conhecimento das dificuldades, mas não havia tomado uma decisão até o fim da tarde.

Pouco antes das 17h, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que a votação fosse estendida até as 19h. O entendimento aplicado ao fim foi que o tempo extra valeria somente para as seções que ainda estavam abertas quando a decisão foi anunciada; as demais urnas já haviam sido fechadas.

A mudança de horário levantou questionamentos sobre uma possível relação entre a medida e o resultado da eleição. Cabe ao TSE examinar os números e explicar publicamente se a extensão teve algum impacto. A transparência sobre a decisão e seus efeitos é importante para esclarecer dúvidas e preservar a confiança na votação.

Fontes: Zero Hora

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